Todas sabemos que, durante a gestação fazemos mais exames do em qualquer época das nossas vidas (salvo, é claro algumas situações não desejadas).
São tantos exames que, às vezes nos perdemos...
Já é difícil, pra quem acabou de descobrir que está grávida, acompanhar a contagem em semana ou em meses, então é tanta informação que a gente pode realmente ficar perdida.
Numa gestação normal, ou seja, de baixo risco temos os seguintes exames:
No 1º trimestre, fazemos exames de sangue, urina e de imagens:
Sangue:
Tipagem - serve para determinar seu tipo de sangue e fator Rh. Em alguns casos, quando a mãe é fator Rh negativo e o feto, positivo, os anticorpos da mãe atacam o sangue do bebê e pode ser tratado se diagnosticado precocemente.
Hemograma - exame onde analisa as proporções sanguíneas e é feito o diagnóstico para anemia.
Glicemia de jejum - determina a concentração de glicose no sangue, serve para detecção de tendencia á diabetes gestacional.
Sorologia- para pesquisar ocorrência de Hepatite B, C, Toxoplasmose, HIV, Rubéola, Citomegalovírus e Sífilis.
Urina - para detecção de infecção urinária.
Fezes - para detecção de parasitas.
Papanicolau - para a gestante que não realizou esse exame no último ano, prevenção de câncer de colo de útero.
Ultrassonografia - via transvaginal, para confirmar a idade gestacional
Translucência Nucal (TN)- é uma ultrassonografia mais específica, realizada entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, que pode ajudar a diagnosticar doenças cromossômicas, como a Síndrome de Down.
Ultrassonografia morfológica do 1º trimestre: geralmente é feita juntamente com a TN e tem como objetivo, a aferição das medidas do feto e detecção de má formações.
(fonte: arquivo pessoal)
No 2º trimestre, temos mais alguns exames:
Sangue:
Sorologia e Glicemia de jejum. Pode ser que seja solicitado uma curva glicêmica, em caso de suspeita de diabetes gestacional.
Ultrassonografia gestacional morfológica do 2º trimestre - Realizada entre a 20ª e a 24ª semanas, onde será analisada a formação dos órgãos do bebê, geralmente é solicitada com doppler, para serem verificadas artérias uterinas (mãe) e umbilicais (bebê).
Ecocardiografia Fetal: em alguns casos, como em mulheres acima de 35 anos, é mais comum que seja solicitado, no entanto, alguns médicos (como foi o caso da minha médica) solicitam independente da idade da mãe - é uma ultrassonografia que analisa especificamente o coração do bebê, verificando câmaras, artérias e o funcionamento desse órgão, é realizado a partir da 26ª semana de gestação.
No 3º e último trimestre, repetimos os exames de hemograma e sorologia (sangue), urina e fezes. Também fazemos mais uma ultrassonografia obstétrica com doppler e perfil biofísico fetal, onde será avaliado o crescimento fetal, verificando o peso do bebê, para avaliar desnutrição ou excesso de peso e monitora o volume de líquido amniótico e condições da placenta, alem da análise das artérias uterinas e umbilicais.
Antes do término da gestação, entre a 34ª e 37ª semanas, fazemos o famoso "exame do cotonete" onde é realizada a pesquisa da bactéria Streptococco B e cultura da secreção vaginal. Esse exame pode ser desconfortável para algumas mulheres (eu tive que fazer duas vezes na minha primeira gestação então tive que engolir o desagrado rs). Essa bactéria, se encontrada, deverá ser combatida antes do parto, com antibióticos.
Já no início ou durante o trabalho de parto, é realizada a cardiotocografia, onde serão verificadas as condições do bebê para o parto.
Mas e onde se encaixa a Ultrassonografia 3D ou 4D?
Bem, ela é opcional e geralmente não há cobertura pelos planos de saúde. É um exame onde podemos ver com mais detalhes, o rosto do bebê, o que, para muitas mães é o ápice da ansiedade. OK, para todas as mães, o que mais é esperado é ver o rosto do bebê. Mas não serve só para matar a curiosidade. Nele, podemos verificar a existência de fissuras labiais e pode ser solicitado quando diagnosticado uma cardiopatia durante o 2º trimestre.
(fonte: arquivo pessoal)
Existem exames mais específicos em casos de gravidez de alto risco, mas podem variar conforme cada caso e, por isso, não entrarei em detalhes.
Além desses exames, os médicos geralmente pedem algumas ultrassonografias a mais, porque sabem que toda gestante é ansiosa e gosta de ver quantas vezes forem possíveis o bebê dentro da barriga.
Lá pela 17ª semana, já é possível determinar o sexo do bebê pela ultrassonografia, mas a médica só vai revelar se você quiser. Portanto, caso queira seguir com a gestação sem saber o sexo, já avise antes mesmo de realizar o exame. Alguns médicos podem dar uma probabilidade do gênero do bebê durante a ultrassonografia morfológica do 1º trimestre, então fique atenta!
(fontes: www.gineco.com.br e Revista Crescer)


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