terça-feira, 21 de abril de 2015

Amamentar ou não amamentar... eis a questão!

A minha resposta pra essa pergunta, com certeza é sim!

Mas por que tanta polêmica em torno desse tema?

Em primeiro lugar, somos mamíferos e, quer você queira aceitar ou não, faz parte da nossa natureza e, portanto deve ser um ato encarado de forma natural.
Em segundo lugar, são pouquíssimas exceções que impedem uma mãe de não amamentar.

Claro que a opção por amamentar ou não é sempre da mãe... Se ela não quer, por qualquer motivo, deve ser respeitado. Mas uma coisa é certa: o aleitamento materno deve ser incentivado e esclarecido para que não haja medos e dúvidas de qualquer natureza.

Mas vamos ao relato:
Devo dizer que nunca me passou pela cabeça, não amamentar. Sempre fui defensora do aleitamento materno por vários motivos:
Primeiro que sempre imaginei ser uma sensação única, o que comprovou ser. Não estou falando poeticamente não, mesmo porque durante o período de amamentação, podemos nos ver em situações adversas e desconfortáveis, além do cansaço dos primeiros meses. Mas saber que você está no controle da alimentação do seu bebê 24h/dia dá um alívio imenso, principalmente quando começamos a introdução alimentar.
(Fonte: Arquivo pessoal)

Segundo que, ao amamentar exclusivamente nos seis primeiros meses de vida em livre demanda, você está dando todos os nutrientes necessários para que o seu filho possa ter uma vida extremamente saudável.
Depois, temos a questão da praticidade: Veja bem, nos primeiros meses é uma adaptação do bebê com o mundo e sua com o bebê portanto, praticidade ganha em tudo nessa vida! Você está lá, pronta para quando ele precisar, sem a necessidade de levar toda aquela parafernália de mamadeiras, leite em pó, porta isso, porta aquilo, esponja pra lavar a mamadeira e sei lá mais o que que inventam para poder fazer do nosso mundo, ainda mais complicado rsrsrs. O peito tá lá, na temperatura ideal, no local perfeito (colinho da mamãe) e, o máximo que você vai precisar é de uma toalhinha pra limpar a baba ou os esguichos de leite (que às vezes vão para todo o lado).
Por último, e não menos importante, a amamentação provoca contrações uterinas, que ajuda o útero a voltar ao tamanho normal mais rapidamente, o que, cá entre nós, é uma beleza!

 (Fonte: Arquivo pessoal) 

Mas vamos explicar algumas coisas:

Amamentar em livre demanda significa que você está a disposição do bebê, o que pode soar um pouco inconveniente, mas acredite, não é nem um pouco. Nada como você ver seu bebê ficando forte, crescendo com saúde e desenvolvendo. A livre demanda,principalmente nos três primeiros meses de vida vai ajudar o bebê e, depois desse tempo, ele mesmo vai ajustando seu tempo e não vai ficar mais exigindo leite o tempo todo.

Colo não estraga! Ooohhhh!!!!
Exatamente o que você leu: COLO NÃO ESTRAGA A CRIANÇA!
Pode vir a sua mãe, tia, vizinha, amiga, avó, bisavó, sogra, quem quer que seja, falar que a criança vai ficar mimada. Não, não vai, além disso, somos os únicos mamíferos que largamos o bebê chorando no berço (algumas são né?) todos os outros carregam durante todo o tempo de amamentação. Você já viu uma mãe macaca, ou uma cachorrinha? A macaca carrega o bebê pendurado no peito quase que exclusivamente e a cachorrinha não carrega mas fica quase que o dia todo deitada pra todos os filhotes poderem desfrutar do leitinho!


Fontes: Internet(macaco) e Grosby Group (Cadela Romy)


NÃO EXISTE LEITE FRACO! Oooooohhhh!
Por mais que alguém queira enfiar isso na sua cabeça, não deixe!
Alguém em algum momento inventou o leite artificial e, com ele, quis convencer que o seu leite era mais fraco que aquele "Ás da modernidade" em alimentação para bebês!
Ora, concordo que mães de múltiplos talvez seja mais complicado no começo, principalmente quando são mais de dois. Mas daí a dizer que toda mãe tem o leite fraco? Ora, se isso fosse verdade não teríamos sobrevivido tanto tempo sem leite artificial né?
Não, não sou radical. Mas não tentem enfiar uma ideia absurda dessas na minha mente.
Aqui em casa, amamentei em livre demanda até os 5 meses de vida depois, por morar bem próximo ao meu trabalho, mantive a amamentação exclusiva a cada 3 horas durante o dia e depois, livre demanda durante a noite, quando estava em casa.
Amamentei até o 6º mês exclusivamente e, quando não dava mais para manter o ritmo de ir e vir e com a introdução alimentar, amamentava somente a noite. Com 8 meses, quando ela pedia muito, tomava uma mamadeira de leite artificial durante o dia, mas quando estava em casa, mantive o aleitamento materno até 1 ano e 2 meses, quando engravidei novamente e pouco tempo depois veio o diagnóstico de gravidez de risco (o que foi crucial para que eu tivesse que parar de amamentar devido à contração uterina). Hoje ela está com 1 ano e 7 meses e só toma fórmula durante a noite, mas já come de tudo. Mas se eu pudesse escolher, teria mantido até os 2 anos de vida dela, pelo menos.

Como você pode ver, também dou leite artificial, mas não abro mão de amamentar da mesma forma ou até mais, a minha filha que está a caminho. A escolha é basicamente da mãe,
Acho lindo uma criança sendo amamentada e, um absurdo quando alguém fala do famoso "paninho" para cobrir. Cobrir o que?
Você, por um acaso, já cobriu o seu rosto quando foi almoçar no restaurante? Não é vergonha amamentar e as pessoas não deveriam ficar encarando e, pior ainda, ficar olhando como se fosse um ato contra o pudor. Amamentar é natural e, a menos que você realmente se incomode, não precisa ficar se escondendo...
É lindo ver um bebezão mamando. Mas o tempo de amamentação quem deve decidir é você. Só você pode saber se está na hora de parar. Se começar a incomodar você, amamentar, não adianta insistir.

Respeite o seu tempo, respeite a sua maternidade e você será uma mãe muito feliz!!!

Lembre-se quaisquer dúvidas, você pode nos procurar no blog, no facebook ou no instagram. Também pode procurar ajuda de bancos de leite, que contará com especialistas em puericultura e amamentação.

Até breve!


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