sábado, 4 de abril de 2015

Cama Compartilhada?

(cena do filme Shrek para sempre) 

"Quando você chegar da maternidade, já acostuma a bebê a dormir no quarto dela, no berço, senão você vai sofrer depois..."

Quem nunca ouviu algo parecido?
Eu ouvi de dezenas de pessoas... inclusive de quem nunca "sofreu".

Ora... vamos combinar uma coisa: é chato pra caramba quando alguém quer se meter na maneira como você cria seus filhos e ponto final! Mas sempre tem a sua mãe, avó, tia, amiga do trabalho e até quem você está vendo pela primeira vez pra dar um conselho ou sugestão. Acostume-se e seja feliz!
Não adianta tentar explicar por a+b que existem novos estudos que comprovem isto ou aquilo. Quando o assunto é maternidade, até quem não é mãe é expert em alguma coisa relacionada...

Bom, hoje o post é sobre onde o bebê deve dormir...
A verdade é: a decisão é sua e do seu companheiro e de mais ninguém!

Aqui em casa lemos muito a respeito de criação com apego, teoria da extero-gestação, cama compartilhada e, decidimos por deixar tudo fluir de forma natural.
No primeiro mês de vida, minha filha dormiu no bercinho, no quartinho dela, acompanhada pela minha mãe que pôde ficar praticamente trinta dias dando uma força pra gente. As férias dela acabaram e, por morar em outra cidade, ela não pode continuar nos auxiliando. Resultado: trouxemos a bebê para a nossa cama.

Devo dizer que, depois do primeiro mês, quase não nos movendo durante a noite com medo de sufocar a criança (acreditem, você só correria o risco se estivesse bêbada ou algo do tipo porque o instinto de proteção é muito mais forte do que você imagina), começamos a notar uma grande melhora na qualidade do nosso sono e da bebê.
Qualquer chiado, estávamos lá pertinho, imediatamente. Na hora de mamar, quando ela já dominava o ato, era só colocar o peito pra fora e pronto, a criança se deliciava, sem movimentos bruscos, sem tirar do conforto, sem ter que ficar levantando o tempo todo... Ah! Como é bom fazer cama compartilhada!

Ela dormiu conosco a noite toda até os seis meses de idade. Foi quando percebemos que, à partir daquele momento, os movimentos dela durante o sono estavam complicando o nosso descanso.Decidimos por levá-la ao berço por, pelo menos, parte da noite...

(cama compartilhada - fonte internet)

Funcionou...

As noites foram maravilhosamente sendo adaptadas e são até hoje.
Seguimos o mesmo protocolo todos os dias:


Primeiro vemos se ela está bem, pois se estiver muito agitada ou gripadinha, pode ter certeza que será melhor se dormir conosco, então ela já fica na nossa cama.

Se estiver muito calor, vai pro berço assim que dormir. Crianças sentem muito calor... muito mesmo e, dormir com mais pessoas só iria atrapalhar o sono gostoso e refrescante.


Agora, aos 18 meses, ela começou a ter uma espécie de terror noturno (falaremos disso qualquer dia) e então não tem jeito... é acordar no meio da noite gritando muito e nenhum método é mais infalível do que dormir com a gente... Então ela sai do berço pra nossa cama.
Tem noites (confesso que maravilhosas rs) que ela dorme simplesmente de oito a nove horas seguidas. Sozinha, no berço. 

Então, o que fazer?

A resposta é simples: faça o que for, mas siga seu coração. Não há fórmula secreta para uma noite inteira de sono tranquilo nem para adultos, quem dirá para um bebê que, até meses atrás estava lá, no quentinho, sendo alimentado 24 horas por dia e dormindo quando quisesse, sem luz e nem barulho excessivo...


A única coisa certa sobre cama compartilhada é que, no caso de um casal, ambos devem concordar, não porque vá afetar a vida sexual (afinal você tem criatividade e outros cômodos da casa né?), mas porque na cama compartilhada, ambos terão a mesma preocupação e cuidado com qualquer aparente anormalidade, além de readaptar suas posições favoritas para dormir.

Sou super a favor da cama compartilhada e, ainda hoje pratico aqui em casa. Para a segunda filha, que está a caminho, já optamos por seguir esse molde, mas como já temos que dividir a cama com uma mocinha bem folgada que quase nos expulsa de vez em quando, vamos optar por um berço  co-sleeper (foto ao lado) que, nada mais é do que um berço que você pode acoplar à cama, assim, poderemos ter a nova cria bem próxima sem alterar nossa rotina com a filha mais velha.
Então, deixe de frescura e teorias! Curta esse momento de fazer o que quiser e o que o seu coração manda porque,  quando você mal notar, seu bebê já estará grande demais pra você agarrar quando quiser rsrsrs.

Se achar que deve deixar o bebê no berço, faça-o. O mais importante é estar confiante da sua decisão!
Um beijo!

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