sábado, 25 de abril de 2015

Mala da maternidade, o que levar

Gestação chegando às 40 semanas, quase na hora de ir à maternidade e... Espera! Será que está tudo pronto?
Tudo o que você precisa para os primeiros dias do bebê e seu lá na maternidade?
Lembre-se, se o seu parto for normal ou natural, você vai ficar apenas uma noite na maternidade. Mas se você for submetida a uma cesariana, vai passar cerca de duas noites por lá.
Então é bom estar preparada para as duas situações.
Bom, então vamos às listas.



Bolsa da Mãe:

Além dos itens de higiene pessoal como escovas de dentes, xampu, condicionador, pente, toalhas, creme dental etc, vale lembrar de mais alguns itens indispensáveis para passar os dias na maternidade.
1 pct de absorvente pós parto - Algumas maternidades dão, mas é bom se informar antes ou mesmo já se prevenir e levar.
1 chinelinho confortável
2 pares de meias - Hospitais costumam ser climatizados e, se você for como eu, vai sentir frio, principalmente nos pés, principalmente no inverno.
2 a 3 camisolas com abertura na frente - camisola é melhor do que pijama por causa da facilidade de ir ao banheiro, principalmente em caso de cesariana.
5 calcinhas cintura alta - de preferência de algodão. Observe se os elásticos não apertam demais.
1 roupa para o dia de alta - eu optei por vestido, pela facilidade de troca, mas isso é opcional. Além disso, quando eu tive a minha primeira filha, era mês de setembro e, no dia da alta, fazia um calor de 36ºC. Então, tudo pode variar conforme o clima. Independentemente, busque roupas fáceis para vestir e despir.
2 a 3 sutiãs de amamentação
Absorvente para os seios
Máquina fotográfica, celular e seus respectivos carregadores e cartões de memória - sim, somos babonas e queremos registrar a todo o momento qualquer suspiro das nossas riquezas, então, esses são itens indispensáveis!!!
Na maternidade
(fonte: arquivo pessoal)

AH! Uma amiga me deu uma dica que eu esqueci no nascimento da minha primeira filha e já estou providenciando para a minha segunda: Uma faixa de cabelo. Sério mesmo, a gente passa muito tempo deitada e o cabelo fica todo arrepiado. Não tem jeito! E se você, assim como eu, tiver cabelo cacheado, é pior ainda!!! Então, previna-se testando o que segura melhor a cabeleira (porque inevitavelmente vai sair nas fotos).
Algumas mulheres já querem levar a cinta pós parto, mas não é um item obrigatório, mesmo porque, se você passar por cesariana, você não vai querer uma cinta apertando a sua cicatriz né? Então tem muito tempo depois da retirada dos pontos para usar essa cinta. No caso de Parto Normal, veja com obstetra a necessidade de utilizá-la, já que, cá entre nós não é lá aquele item confortável.
Produtos de beleza: Batom, lápis de olho, rímel etc são, obviamente, opcionais.

Bolsa do bebê:

Creme preventivo de assaduras
1 pacote de fralda tamanho RN (recém nascido) - essas fraldas são geralmente até 4,5kg. Caso seu bebê aparente nos exames que vá nascer grande, vale a pena arriscar levar um pacote de fralda tamanho pp ou p (dependendo da marca), uma vez que há bebês que nem chegam a usar a fralda tamanho RN.
2 macacões de plush - esses macacões são bem quentinhos, é bom para a primeira roupinha, quando o bebê acabou de sair do quentinho do nosso útero.
2 a 3 conjuntos de calça e blusa - logo quando nascem, os bebês fazem cocô bem líquido, que é resultado do líquido amniótico e outros resíduos que o bebê engolia ainda no útero, assim conseguimos evitar tirar toda a roupa do bebê. Com a calça, trocamos apenas a parte de baixo ;)
3 pares de meias - a menos que você leve calças e macacões com os pés fechadinhos, meias são indispensáveis.
3 pares de luva - assim como os pés, as mãos do bebê ficam geladinhas muito rapidamente, pois o bebê ainda não tem a termorregulação desenvolvida completamente, então é preciso manter as extremidades quentinhas (mas nada de exagero!).
1 a 2 mantas para enrolar o bebê - se for verão, algo mais leve, se inverno, pode pegar uma manta mais quentinha, mas lembre de dar preferência aos tecidos hipoalergênicos. Existem mantas de algodão super quentinhas, que evita pelinhos nas narinas do bebezinho.
Gorro - Caso esteja muito frio, vale levar um gorrinho para a cabecinha do bebê.
Paninhos de boca - geralmente vendem em conjuntinhos de três paninhos, que eu acredito ser suficiente.
Escovinha macia para os cabelos - alguns bebês nascem carequinhas, mas outros nascem bem cabeludinhos, e a escovinha macia ajuda a driblar a rebeldia capilar.
Sabonete líquido: Hoje já existe a versão recém nascido, cujos produtos são mais suaves. Vale a pena investir naqueles "cabeça aos pés" que já servem para lavar o cabelinho também. Lembrando que não há necessidade de se lavar o cabelo do bebê o tempo todo.
Obs: caso esteja muito frio, vale levar uma roupinha de lã para o bebê, mas lembre-se de verificar se a lã é hipoalergênica.

Outros itens opcionais:
Enfeite de porta - aqueles bonitinhos de boas vindas com o nome da criança.
Lembrancinhas - embora eu ache um exagero a quantidade de pessoas que vão visitar um recém nascido, sempre tem gente, então vale levar uma lembrancinha para aqueles mais ansiosos com a chegada da criança.
Faixa de cabelo para as meninas - eu não sou muito a favor por achar desconfortável, mas tem pessoas que realmente gostam.

Itens indispensáveis:
Documentos - RG, CPF e Certidão de Casamento (caso seja casada)
Carteirinha do Plano de Saúde
Carteirinha do Pré-Natal e exames
Numero do telefone do seu obstetra (caso vá realizar o parto com ele)
Dinheiro trocado (para quaisquer imprevistos)

Claro que esses itens são apenas uma referência. Algumas pessoas gostam de levar livros (eu levei mas, sinceramente não consegui ler)
Caso você ache que precise de mais algum item não listado, vale seguir sua intuição, como sempre.

Um grande abraço!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Amamentar ou não amamentar... eis a questão!

A minha resposta pra essa pergunta, com certeza é sim!

Mas por que tanta polêmica em torno desse tema?

Em primeiro lugar, somos mamíferos e, quer você queira aceitar ou não, faz parte da nossa natureza e, portanto deve ser um ato encarado de forma natural.
Em segundo lugar, são pouquíssimas exceções que impedem uma mãe de não amamentar.

Claro que a opção por amamentar ou não é sempre da mãe... Se ela não quer, por qualquer motivo, deve ser respeitado. Mas uma coisa é certa: o aleitamento materno deve ser incentivado e esclarecido para que não haja medos e dúvidas de qualquer natureza.

Mas vamos ao relato:
Devo dizer que nunca me passou pela cabeça, não amamentar. Sempre fui defensora do aleitamento materno por vários motivos:
Primeiro que sempre imaginei ser uma sensação única, o que comprovou ser. Não estou falando poeticamente não, mesmo porque durante o período de amamentação, podemos nos ver em situações adversas e desconfortáveis, além do cansaço dos primeiros meses. Mas saber que você está no controle da alimentação do seu bebê 24h/dia dá um alívio imenso, principalmente quando começamos a introdução alimentar.
(Fonte: Arquivo pessoal)

Segundo que, ao amamentar exclusivamente nos seis primeiros meses de vida em livre demanda, você está dando todos os nutrientes necessários para que o seu filho possa ter uma vida extremamente saudável.
Depois, temos a questão da praticidade: Veja bem, nos primeiros meses é uma adaptação do bebê com o mundo e sua com o bebê portanto, praticidade ganha em tudo nessa vida! Você está lá, pronta para quando ele precisar, sem a necessidade de levar toda aquela parafernália de mamadeiras, leite em pó, porta isso, porta aquilo, esponja pra lavar a mamadeira e sei lá mais o que que inventam para poder fazer do nosso mundo, ainda mais complicado rsrsrs. O peito tá lá, na temperatura ideal, no local perfeito (colinho da mamãe) e, o máximo que você vai precisar é de uma toalhinha pra limpar a baba ou os esguichos de leite (que às vezes vão para todo o lado).
Por último, e não menos importante, a amamentação provoca contrações uterinas, que ajuda o útero a voltar ao tamanho normal mais rapidamente, o que, cá entre nós, é uma beleza!

 (Fonte: Arquivo pessoal) 

Mas vamos explicar algumas coisas:

Amamentar em livre demanda significa que você está a disposição do bebê, o que pode soar um pouco inconveniente, mas acredite, não é nem um pouco. Nada como você ver seu bebê ficando forte, crescendo com saúde e desenvolvendo. A livre demanda,principalmente nos três primeiros meses de vida vai ajudar o bebê e, depois desse tempo, ele mesmo vai ajustando seu tempo e não vai ficar mais exigindo leite o tempo todo.

Colo não estraga! Ooohhhh!!!!
Exatamente o que você leu: COLO NÃO ESTRAGA A CRIANÇA!
Pode vir a sua mãe, tia, vizinha, amiga, avó, bisavó, sogra, quem quer que seja, falar que a criança vai ficar mimada. Não, não vai, além disso, somos os únicos mamíferos que largamos o bebê chorando no berço (algumas são né?) todos os outros carregam durante todo o tempo de amamentação. Você já viu uma mãe macaca, ou uma cachorrinha? A macaca carrega o bebê pendurado no peito quase que exclusivamente e a cachorrinha não carrega mas fica quase que o dia todo deitada pra todos os filhotes poderem desfrutar do leitinho!


Fontes: Internet(macaco) e Grosby Group (Cadela Romy)


NÃO EXISTE LEITE FRACO! Oooooohhhh!
Por mais que alguém queira enfiar isso na sua cabeça, não deixe!
Alguém em algum momento inventou o leite artificial e, com ele, quis convencer que o seu leite era mais fraco que aquele "Ás da modernidade" em alimentação para bebês!
Ora, concordo que mães de múltiplos talvez seja mais complicado no começo, principalmente quando são mais de dois. Mas daí a dizer que toda mãe tem o leite fraco? Ora, se isso fosse verdade não teríamos sobrevivido tanto tempo sem leite artificial né?
Não, não sou radical. Mas não tentem enfiar uma ideia absurda dessas na minha mente.
Aqui em casa, amamentei em livre demanda até os 5 meses de vida depois, por morar bem próximo ao meu trabalho, mantive a amamentação exclusiva a cada 3 horas durante o dia e depois, livre demanda durante a noite, quando estava em casa.
Amamentei até o 6º mês exclusivamente e, quando não dava mais para manter o ritmo de ir e vir e com a introdução alimentar, amamentava somente a noite. Com 8 meses, quando ela pedia muito, tomava uma mamadeira de leite artificial durante o dia, mas quando estava em casa, mantive o aleitamento materno até 1 ano e 2 meses, quando engravidei novamente e pouco tempo depois veio o diagnóstico de gravidez de risco (o que foi crucial para que eu tivesse que parar de amamentar devido à contração uterina). Hoje ela está com 1 ano e 7 meses e só toma fórmula durante a noite, mas já come de tudo. Mas se eu pudesse escolher, teria mantido até os 2 anos de vida dela, pelo menos.

Como você pode ver, também dou leite artificial, mas não abro mão de amamentar da mesma forma ou até mais, a minha filha que está a caminho. A escolha é basicamente da mãe,
Acho lindo uma criança sendo amamentada e, um absurdo quando alguém fala do famoso "paninho" para cobrir. Cobrir o que?
Você, por um acaso, já cobriu o seu rosto quando foi almoçar no restaurante? Não é vergonha amamentar e as pessoas não deveriam ficar encarando e, pior ainda, ficar olhando como se fosse um ato contra o pudor. Amamentar é natural e, a menos que você realmente se incomode, não precisa ficar se escondendo...
É lindo ver um bebezão mamando. Mas o tempo de amamentação quem deve decidir é você. Só você pode saber se está na hora de parar. Se começar a incomodar você, amamentar, não adianta insistir.

Respeite o seu tempo, respeite a sua maternidade e você será uma mãe muito feliz!!!

Lembre-se quaisquer dúvidas, você pode nos procurar no blog, no facebook ou no instagram. Também pode procurar ajuda de bancos de leite, que contará com especialistas em puericultura e amamentação.

Até breve!


domingo, 12 de abril de 2015

Cólicas! SOCORROOOOOOO

Ai ai ai, as famosas cólicas nos recém nascidos!!!

A gente sempre acha que está preparada pra ser mãe quando engravida...
Daí o bebê nasce e boooooom!
Verdade, sério mesmo!
Você pode ter sonhado a vida toda em ser mãe, mas nada te prepara para a realidade.
Primeiro porque muda totalmente a sua rotina, a sua vida...
Segundo porque, nos primeiros meses, você não sabe porque o bebê chora e, acredite: bebês choram, uns mais, outros menos, mas no geral bebês choram muito!

Imagine-se na seguinte situação:
Você não fala a língua de quem cuida de você e, a única coisa que você sabe fazer é chorar.
Então,você pode ter certeza que é chorando que você vai se comunicar com o mundo...
Os bebês choram quando tem fome, quando tem sede, quando estão com frio ou com calor. Choram quando estão sujos e quando estão com sono e, acima de tudo, choram quando estão com dor (e quem não chora né?)... Então... É isso... eles vão chorar bastante... mas você vai se acostumar com cada tipo de choro e, depois de um tempo já vai direto resolver o problema.

Mas o tema de hoje é cólicas!
Afinal, o que são as famosas cólicas? Quando começam? Quando terminam? Como identificar?O que fazer?

Na verdade, não se sabe ainda a origem das cólicas dos bebês. Esse termo é utilizado quando não se sabe ao certo o motivo daquele choro incansável. Elas começam cerca de 2-3 semanas após o nascimento da criança (em caso de prematuros, essa contagem é a partir da data prevista para o parto). Não há uma duração determinada, embora algumas pessoas afirmam que, com três meses, as cólicas diminuem bastante.

Se o bebê está limpo, alimentado, confortável com a temperatura (nem muito agasalhado no calor e nem pouco agasalhado no frio), não se assustou e nem esta com sono, mas continua chorando incessantemente, mesmo com todas as tentativas de acalmá-lo, encolhe as perninhas arqueando as costas para trás, estica-se e encolhe-se e às vezes solta "puns" enquanto chora, provavelmente são as famosas cólicas atormentando a vida do bebê.

Depois de sofrer muito vendo a minha pequena chorar descontroladamente, com aquela barriguinha inchadinha, comecei a fazer algumas pesquisas. Algumas coisas realmente funcionam, mesmo que de forma homeopática, mas funcionam. Também levei-a ao pediatra dela, que me deu várias orientações que ajudaram muito, e vou dividir com vocês.

Para tanto, vamos entender umas coisas.
Imagine-se como a criança que acabou de sair do ambiente intrauterino para esse mundão cheio de barulhos, cheio de luzes, cheiros e com variações de temperatura... que loucura!!! Antes você tinha tudo o que precisava e quando precisava. A temperatura era sempre a mesma, a luminosidade também e os barulhos eram bem menos intensos... cheiro? O que era cheiro? Não tinha isso lá dentro... 
Muita coisa mudou, muito rapidamente e, portanto, o bebê ainda está se adaptando à essa nova vida, o que, por si só já pode causar esse desconforto para o bebê.
Além disso, o bebê está mamando agora. Seja leite materno ou leite artificial, é uma nova fonte de alimento, o que gera adaptações e, consequentemente pode causar gases e, sabe aquele incômodo que sentimos quando estamos com gases??? imagine no bebê que não tem capacidade ainda para entender o que é aquele rebuliço dentro da barriguinha..

Bom, as vamos às soluções encontradas pra aliviar esse chororô:
  • Massagem: sabe aquela brincadeira de criança de ficar pedalando no ar? pois é... ela ajuda a massagear a barriga, o que, consequentemente, ajuda a movimentar aquela "bolha de gás" e expulsá-la... Várias vezes, durante a massagem, o bebê solta pum! Faça massagem bicicletinha, e sempre que dobrar as perninhas do bebê, faça-o de forma a encostar com leve pressão no abdome da criança
  • Bolsa de água morna: sim! Funciona! Mas precisa tomar cuidado pra não ficar muito quente. Os bebês ainda estão desenvolvendo sua termorregulação, o que significa que eles ainda não conseguem regular sua temperatura e, portanto, podem ficar com o corpinho muito quente, o que, todos sabemos, não é bom.
  • Colo do pai: incrível, mas, colocar o bebê de bruços, barriga com barriga do pai, ajuda a esquentar e, consequentemente, aliviar a dor ( é que os homens são mais quentes rsrsrs).
  • Antigases: sabe aquele remedinho antigases que tomamos? Então... Existe um sem corantes e sem açúcar, que é melhor para os pequerruchos .. Mas como é um medicamento, sempre fale com o pediatra antes. Não faça automedicação.
  • Carregar o bebê de bruços: no seu braço, coloque o bebê de forma que ele fique com o rosto próximo à dobra do seu cotovelo e a barriguinha próximo ao seu pulso... Alivia muito. Se tiver dúvidas, pergunte à qualquer mãe um pouco mais experiente que ela vai saber, com certeza! Mas é mais ou menos como a imagem abaixo:

(fonte:http://pt.wikihow.com/Segurar-um-Bebê)

Por último, mas com certeza a dica mais importante...
  • Cuide da sua alimentação: se VC está amamentando, o que você come influencia diretamente no seu leite. Aqui, tivemos suspeita de APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca) quando a Súrya estava com 5 semanas de vida. Fiquei, portanto 5 meses sem consumir leite e derivados. Isso deu uma diferença enorme, logo na primeira semana. Diminuiu muito a quantidade e intensidade das crises. Então, quando a Maya nascer, já até sei a receita para evitar as cólicas intensas. Resumindo, cuidar da nossa alimentação é fundamental para a qualidade do leite.

Sabemos que não há fórmula secreta para se criar um bebê, muito menos um bebê é igual a outro. Assim, espero ter ajudado com uma "luz" para que vocês consigam passar por essa fase com menos turbulência do que eu passei. ;)



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Gestação: exames necessários

Esse talvez seja um dos posts mais "científicos" que teremos no blog. Afinal, não poderíamos citar os exames sem pesquisar em fontes médicas e também a minha memória rs.

Todas sabemos que, durante a gestação fazemos mais exames do em qualquer época das nossas vidas (salvo, é claro algumas situações não desejadas).

São tantos exames que, às vezes nos perdemos...
Já é difícil, pra quem acabou de descobrir que está grávida, acompanhar a contagem em semana ou em meses, então é tanta informação que a gente pode realmente ficar perdida.
Numa gestação normal, ou seja, de baixo risco temos os seguintes exames:

No 1º trimestre, fazemos exames de sangue, urina e de imagens:
Sangue:
Tipagem - serve para determinar seu tipo de sangue e fator Rh. Em alguns casos, quando a mãe é fator Rh negativo e o feto, positivo, os anticorpos da mãe atacam o sangue do bebê e pode ser tratado se diagnosticado precocemente.
Hemograma  - exame onde analisa as proporções sanguíneas e é feito o diagnóstico para anemia.
Glicemia de jejum - determina a concentração de glicose no sangue, serve para detecção de tendencia á diabetes gestacional.
Sorologia- para pesquisar ocorrência de Hepatite B, C, Toxoplasmose, HIV, Rubéola, Citomegalovírus e Sífilis. 

Urina - para detecção de infecção urinária.
Fezes - para detecção de parasitas. 

Papanicolau - para a gestante que não realizou esse exame no último ano, prevenção de câncer de colo de útero.

Ultrassonografia - via transvaginal, para confirmar a idade gestacional
Translucência Nucal  (TN)- é uma ultrassonografia mais específica, realizada entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, que pode ajudar a diagnosticar doenças cromossômicas, como a Síndrome de Down.
Ultrassonografia morfológica do 1º trimestre: geralmente é feita juntamente com a TN e tem como objetivo, a aferição das medidas do feto e detecção de má formações.


(fonte: arquivo pessoal)

No 2º trimestre, temos mais alguns exames:
Sangue:
Sorologia e Glicemia de jejum. Pode ser que seja solicitado uma curva glicêmica, em caso de suspeita de diabetes gestacional.

Ultrassonografia gestacional morfológica do 2º trimestre - Realizada entre a 20ª e a 24ª semanas, onde será analisada a formação dos órgãos do bebê, geralmente é solicitada com doppler, para serem verificadas artérias uterinas (mãe) e umbilicais (bebê).
Ecocardiografia Fetal: em alguns casos, como em mulheres acima de 35 anos, é mais comum que seja solicitado, no entanto, alguns médicos (como foi o caso da minha médica) solicitam independente da idade da mãe - é uma ultrassonografia que analisa especificamente o coração do bebê, verificando câmaras, artérias e o funcionamento desse órgão, é realizado a partir da 26ª semana de gestação.

No 3º e último trimestre, repetimos os exames de hemograma e sorologia (sangue), urina e fezes. Também fazemos mais uma ultrassonografia obstétrica com doppler e perfil biofísico fetal, onde será avaliado o crescimento fetal, verificando o peso do bebê, para avaliar desnutrição ou excesso de peso e monitora o volume de líquido amniótico e condições da placenta, alem da análise das artérias uterinas e umbilicais.
Antes do término da gestação, entre a 34ª e 37ª semanas, fazemos o famoso "exame do cotonete" onde é realizada a pesquisa da bactéria Streptococco B e cultura da secreção vaginal. Esse exame pode ser desconfortável para algumas mulheres (eu tive que fazer duas vezes na minha primeira gestação então tive que engolir o desagrado rs). Essa bactéria, se encontrada, deverá ser combatida antes do parto, com antibióticos.
Já no início ou durante o trabalho de parto, é realizada a cardiotocografia, onde serão verificadas as condições do bebê para o parto.

Mas e onde se encaixa a Ultrassonografia 3D ou 4D?
Bem, ela é opcional e geralmente não há cobertura pelos planos de saúde. É um exame onde podemos ver com mais detalhes, o rosto do bebê, o que, para muitas mães é o ápice da ansiedade. OK, para todas as mães, o que mais é esperado é ver o rosto do bebê. Mas não serve só para matar a curiosidade. Nele, podemos verificar a existência de fissuras labiais e pode ser solicitado quando diagnosticado uma cardiopatia durante o 2º trimestre.


(fonte: arquivo pessoal)

Existem exames mais específicos em casos de gravidez de alto risco, mas podem variar conforme cada caso e, por isso, não entrarei em detalhes.

Além desses exames, os médicos geralmente pedem algumas ultrassonografias a mais, porque sabem que toda gestante é ansiosa e gosta de ver quantas vezes forem possíveis o bebê dentro da barriga.

Lá pela 17ª semana, já é possível determinar o sexo do bebê pela ultrassonografia, mas a médica só vai revelar se você quiser. Portanto, caso queira seguir com a gestação sem saber o sexo, já avise antes mesmo de realizar o exame. Alguns médicos podem dar uma probabilidade do gênero do bebê durante a ultrassonografia morfológica do 1º trimestre, então fique atenta!

(fontes: www.gineco.com.br Revista Crescer)

    sábado, 4 de abril de 2015

    Cama Compartilhada?

    (cena do filme Shrek para sempre) 

    "Quando você chegar da maternidade, já acostuma a bebê a dormir no quarto dela, no berço, senão você vai sofrer depois..."

    Quem nunca ouviu algo parecido?
    Eu ouvi de dezenas de pessoas... inclusive de quem nunca "sofreu".

    Ora... vamos combinar uma coisa: é chato pra caramba quando alguém quer se meter na maneira como você cria seus filhos e ponto final! Mas sempre tem a sua mãe, avó, tia, amiga do trabalho e até quem você está vendo pela primeira vez pra dar um conselho ou sugestão. Acostume-se e seja feliz!
    Não adianta tentar explicar por a+b que existem novos estudos que comprovem isto ou aquilo. Quando o assunto é maternidade, até quem não é mãe é expert em alguma coisa relacionada...

    Bom, hoje o post é sobre onde o bebê deve dormir...
    A verdade é: a decisão é sua e do seu companheiro e de mais ninguém!

    Aqui em casa lemos muito a respeito de criação com apego, teoria da extero-gestação, cama compartilhada e, decidimos por deixar tudo fluir de forma natural.
    No primeiro mês de vida, minha filha dormiu no bercinho, no quartinho dela, acompanhada pela minha mãe que pôde ficar praticamente trinta dias dando uma força pra gente. As férias dela acabaram e, por morar em outra cidade, ela não pode continuar nos auxiliando. Resultado: trouxemos a bebê para a nossa cama.

    Devo dizer que, depois do primeiro mês, quase não nos movendo durante a noite com medo de sufocar a criança (acreditem, você só correria o risco se estivesse bêbada ou algo do tipo porque o instinto de proteção é muito mais forte do que você imagina), começamos a notar uma grande melhora na qualidade do nosso sono e da bebê.
    Qualquer chiado, estávamos lá pertinho, imediatamente. Na hora de mamar, quando ela já dominava o ato, era só colocar o peito pra fora e pronto, a criança se deliciava, sem movimentos bruscos, sem tirar do conforto, sem ter que ficar levantando o tempo todo... Ah! Como é bom fazer cama compartilhada!

    Ela dormiu conosco a noite toda até os seis meses de idade. Foi quando percebemos que, à partir daquele momento, os movimentos dela durante o sono estavam complicando o nosso descanso.Decidimos por levá-la ao berço por, pelo menos, parte da noite...

    (cama compartilhada - fonte internet)

    Funcionou...

    As noites foram maravilhosamente sendo adaptadas e são até hoje.
    Seguimos o mesmo protocolo todos os dias:


    Primeiro vemos se ela está bem, pois se estiver muito agitada ou gripadinha, pode ter certeza que será melhor se dormir conosco, então ela já fica na nossa cama.

    Se estiver muito calor, vai pro berço assim que dormir. Crianças sentem muito calor... muito mesmo e, dormir com mais pessoas só iria atrapalhar o sono gostoso e refrescante.


    Agora, aos 18 meses, ela começou a ter uma espécie de terror noturno (falaremos disso qualquer dia) e então não tem jeito... é acordar no meio da noite gritando muito e nenhum método é mais infalível do que dormir com a gente... Então ela sai do berço pra nossa cama.
    Tem noites (confesso que maravilhosas rs) que ela dorme simplesmente de oito a nove horas seguidas. Sozinha, no berço. 

    Então, o que fazer?

    A resposta é simples: faça o que for, mas siga seu coração. Não há fórmula secreta para uma noite inteira de sono tranquilo nem para adultos, quem dirá para um bebê que, até meses atrás estava lá, no quentinho, sendo alimentado 24 horas por dia e dormindo quando quisesse, sem luz e nem barulho excessivo...


    A única coisa certa sobre cama compartilhada é que, no caso de um casal, ambos devem concordar, não porque vá afetar a vida sexual (afinal você tem criatividade e outros cômodos da casa né?), mas porque na cama compartilhada, ambos terão a mesma preocupação e cuidado com qualquer aparente anormalidade, além de readaptar suas posições favoritas para dormir.

    Sou super a favor da cama compartilhada e, ainda hoje pratico aqui em casa. Para a segunda filha, que está a caminho, já optamos por seguir esse molde, mas como já temos que dividir a cama com uma mocinha bem folgada que quase nos expulsa de vez em quando, vamos optar por um berço  co-sleeper (foto ao lado) que, nada mais é do que um berço que você pode acoplar à cama, assim, poderemos ter a nova cria bem próxima sem alterar nossa rotina com a filha mais velha.
    Então, deixe de frescura e teorias! Curta esse momento de fazer o que quiser e o que o seu coração manda porque,  quando você mal notar, seu bebê já estará grande demais pra você agarrar quando quiser rsrsrs.

    Se achar que deve deixar o bebê no berço, faça-o. O mais importante é estar confiante da sua decisão!
    Um beijo!

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