segunda-feira, 21 de setembro de 2015

As vezes em que eu calei minha boca

Depois de um tempo sumida, afinal com uma filha de dois meses e outra de dois anos, a vida não está tão fácil quanto pensei que fosse estar! Mas, nessa madrugada durante a mamada noturna consegui escrever o que estava tentando há um tempo. Vamos ver se retorno à rotina e consigo postar com mais frequência...

Olha, se tem uma coisa que aconteceu depois que eu virei mãe foi o famoso “calar a boca”
Sabe aquela história de “quando eu tiver um filho eu não vou dar doces” ou “aaaah se fosse meu filho...”? São as maiores mentiras da história da humanidade ahahaha

 Então, segue a listinha básica de coisas nas quais eu disse uma coisa e acabei fazendo outra:

Súrya comendo pipoca vidrada na TV


1° "Eu não vou deixar meu filho assistir TV por muito tempo"
OK! Não gosto de fazer isso, mas tem dias em que ou se tem uma babá ou alguém pra distrair a criança ou então, amorecos, sem chance de fazer as coisas de casa, estudar ou ter um minuto só pra você se não tiver uma TV ligada, aqui em casa é na Peppa Pig, Cocoricó ou Patati e Patatá. Sério! Tem dias que só com aquela porquinha bendita que eu consigo fazer a criança comer!






Súrya comendo doce


2° "Não vou dar doces"
Ahahahaha não me faça rir! Se você não der, sua mãe sua sogra, sua avó, sua irmã ou sua tia vai dar! E não adianta brigar, xingar, explicar! As pessoas estão acostumadas a associar a felicidade com doces, então a briga será eterna. Além disso, você eventualmente vai comer um doce na frente da criança e ela vai querer provar. Eu consegui segurar por 1 ano o doce. Esse sabor, minha primeira filha só conhecia das frutas. Mas depois fui deixando ela provar aos poucos. Mesmo hoje, ela com dois anos eu controlo bastante mas é quase impossível não dar nada de doces.





3° "Quando eu tiver filho, ele vai dormir no quarto dele desde o primeiro dia pra não ficar mimado"
Ahahahahahahahaha ahahahahahahahaha ahahahahahahahaha essa merece uma página inteira de risadas do tipo “toma! Um tapa na cara sua tonta!”
Gente, se tem um momento em que aprendemos a não julgar é na maternidade! Achava um saco esse negócio de mãe grudada.  Faz me rir! Sou o maior grude com minhas filhas e a cama compartilhada é a solução para as mamadas noturnas serem menos cansativas, para a criança dormir bem e para a insegurança de “será que ela está respirando” ir embora com mais rapidez. Na minha primeira filha, o primeiro mês fiz conforme os conselhos de todo mundo ao meu redor: ela dormiu no quarto dela, no berço dela. Mal sabia eu que estava fazendo tudo errado! Depois do primeiro mês, minha mãe, que estava me ajudando, voltou a trabalhar e foi embora pra cidade dela. Pronto! Foram três dias para a melhor decisão da minha vida: cama compartilhada! A segunda filha já dorme no bercinho acoplado à minha cama desde o primeiro dia e digo sempre que alguém me pergunta se é bom: não é bom, é maravilhoso! Quisera eu ter feito isso desde a primogênita!

fonte: Site Nossa Jacareí

4° "Com minha filha, não vai ter frescura de rotina"
Ai gente, vou parar de escrever senão entro em depressão kkkkkk
Rotina é tudo! Pelo menos com a mais velha, é!
É tão tudo que eu vou deixar um post só pra ela na nossa página no facebook!
Mas resumindo: sem rotina, ela não dorme no horário certo, aliás, ela mal dorme! É a noite toda dando trabalho e pra comer, nem a Peppa consegue! Então, prepare-se para ter rotina! E ser fiel à ela!




5° “Vou querer brincar e ficar o tempo todo com meus filhos, nasci pra ser mãe “
As ativistas da maternidade que me perdoem, mas não conheço uma mãe que não pensa em como tem saudade da liberdade de não se ter filhos pelo menos uma vez na vida!
Somos humanas, mulheres modernas num mundo em constante movimento e atrativos. A individualidade está nas nossas raízes e, amiga, sinto muito, mas vão ter vários momentos nos quais você vai sentir saudades de ser sozinha no mundo RS!
Que absurdo, dona Gestante! Ah é? Então venha, depois de ter filhos admitir que nunca mais quis Tomar um banho na hora que quisesse, ou demorar o quanto quiser ou ver um filme sem interrupções, na hora que quisesse, ou ir ao salão de beleza e ficar horas batendo papo e se cuidando sem pensar se está demorando demais ou se as crianças estão bem, ler um livro tranquilamente. Sair do trabalho e ir caminhar na praia ou passear no shopping ou mesmo ir caminhando lentamente até sua casa porque sim... Enfim, nem vou listar mais coisas nas quais eu pensei pra não me julgarem mais do que vocês já estão me julgando ahahahahahahahaha

6° "Se fosse meu filho..."
Para gente! Criança faz manha, dá chilique no meio da rua e não há nada que se possa fazer para evitar! Principalmente com a fase da adolescência do bebê (em torno de dois anos até os quatro, aproximadamente), na qual ele está testando você, querendo independência e outras coisas da evolução da criança que merece um post especial que em breve faremos. A única coisa que eu digo para esse momento é: tenha paciência, a criança é o seu filho e não você! Aprenda a lidar com a situação de forma mais madura possível!



7° "Não vou comprar brinquedos de personagens para não incentivar o consumismo"
Quase sempre é impossível. A não ser que você realmente consiga não ligar a TV pro seu filho ou, como uma amiga minha, opte por nem ter TV em casa. A criança vai ver a galinha pintadinha, a Peppa ou a Mônica e vai querer de qualquer jeito! Você vai fazer o quê? Explicar para uma criança de menos de dois anos o que é consumismo???? Fala sério! Você vai comprar nem que seja um mordedor baratinho da Galinha ahahaha ah vai! a Minha filha antes de nascer já tinha um quarto inteiro decorado com bonecos da Turma da Mônica!



8° "Colo estraga, não vou ficar com a criança o dia todo no colo"
E o troféu Pinóquio vai para.... 
Genteeeee bebê precisa de colo e vão ter dias que precisam de colo o dia todo! Durma com esse barulho! Compre um sling e resolva seu problema! Sério mesmo, achava que colo estragava, até a minha primeira filha ter a primeira cólica. Pronto! Colo não estraga, é a solução para dores, para saudades, para sentir seu cheiro, para relaxar... Colo é colo! Principalmente o famoso colinho de mãe!
Alem de, é claro, ser delicioso!!! Amo ficar com minhas filhas no colo, principalmente a pequena que tá levinha ainda ahahaha.

9° "Vou fazer meu filho ouvir música clássica na barriga e ele jamais vai ouvir funk"
Kkkkkkkkk se você não ouve Mozart, não pense que vai conseguir realizar esse sonho tão facilmente. A minha só ouvia quando eu estava assistindo uma orquestra sinfônica e, com certeza eu estava ouvindo eles tocarem trilhas sonoras de filmes épicos tipo Harry Potter, Star Wars e Senhor dos Anéis. Tá, meu bem? 
E o funk? Ah, a batida faz os pimpolhos dançarem e a abertura da novela ou aquele comercial, ou o carro do lado ou aquele vizinho com péssimo gosto musical vai fazer um favor de fazer você abrir um sorriso ao ver seu filho de dois anos ou menos, ou mais, sei lá, se remexendo descoordenadamente ao som daquele batidão. O que você pode fazer? Vai colocar um abafador no ouvido da criança?

10° "Não vou dar frituras para meu filho"
Batata frita mandou lembranças, tá querida? 
Vai dar! Pare com isso! Um da você vai dar e pronto! A não ser que você e sua família sejam adeptos ao crudivorismo ou macrobiótica, ou tenha uma Air Fryer disponível 24h/dia pronto! Já deu!

Então... Acho que vou parar por aqui, já de pra se ter uma ideia de como podemos nos render em algum..momento.

E você, qual foi o seu maior  “calei a boca”?

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Amamentação, a melhor maneira de alimentar seu filho

Na semana mundial da amamentação, nada mais justo do que falarmos sobre esse tema tão importante!!!

Sei que já falamos sobre isso, mas esse é um tema que tem muita coisa pra se falar, então, hoje vamos dedicar a vários pontos importantes que aprendi sobre a amamentação e também as dicas de como tornar esse momento mais confortável.

Mas como começar esse assunto?
Bom, primeiro preciso dizer pra vocês que não temos leite imediatamente após o parto. Por mais incrível que possa parecer, o nosso corpo não produz leite imediatamente após o nascimento, demora um tempo. mas no início já temos o colostro.
Mas o que é o colostro, afinal de contas?
O colostro é um líquido transparente ou amarelo, que pode sair do peito durante a gravidez e que sai nos primeiros dias pós-parto. É rico em proteínas e anticorpos que, além de alimentar o bebê, protege contra infecções. Por ser um leite mais ralo, muitas pessoas podem pensar que o leite é fraco. Mas uma coisa eu afirmo: NÃO EXISTE LEITE FRACO!
Depois de alguns dias, começa a aparecer o leite propriamente dito.

Mas quanto tempo depois do bebê nascer temos leite??

Isso depende. Depende da frequência de mamadas, e de quanto o bebê vai mamar. Quanto mais mamar, mais rápido o leite aparece.

Durante o primeiros dias de vida, a criança pode ter um pouco de dificuldade para mamar, o que pode ocasionar certo incômodo para a mãe. O ideal é tirar todas as dúvidas com alguém que esteja apto a saná-las. Enfermeiras, doulas, obstetras, todas são capazes de te ajudar. Existe um jeitinho correto de o bebê mamar, que não ocasionará nenhum desconforto, mas poderá levar algum tempo até isso acontecer.

O ideal é que o bebê pegue a maior parte da aureola do mamilo que conseguir e não somente o bico. Você pode pinçar a aureola com a sua mão e colocar dentro da boca do bebê para ajudar. Dessa forma, diminui o risco de causar feridas, que podem atrapalhar muito esse ato tão importante.
Eu, na minha primeira filha, não tive muitos problemas para amamentar. praticamente não senti dores no início. já na segunda, na primeira semana de vida, ela simplesmente não conseguia mamar corretamente. Era bastante complicado no início. Senti muitas dores, até cheguei a chorar durante as primeiras sugadas em cada mamada. Além disso, meu peito chegou a sangrar e sair um pouco de pele do bico do seio. Agora, na segunda viagem em ser mãe é que eu aprendi o que era dor na mamada.
Caso isso aconteça com você, aprendi que o melhor remédio é o próprio leite antes e depois de cada mamada, para ajudar na cicatrização.

E a frequência de mamadas?

Ora! eu como grande defensora do aleitamento materno, sempre serei a favor da livre demanda.
Afinal, o que é Livre Demanda (LD)?
Livre demanda é você oferecer o seu leite sempre que o bebê pedir. Independentemente do intervalo de tempo entre a última mamada e a atual, ou do tempo que a criança ficou mamando efetivamente.
É com a livre demanda que conseguimos manter uma boa produção de leite e também fazer com que o bebê engorde e tenha um ótimo desenvolvimento.
Além disso, o contato entre mãe e filho é reforçado a cada mamada.

Por quanto tempo devo amamentar meu filho?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida e complementar até 2 anos ou mais.
Eu costumo dizer que devemos amamentar durante 6 meses e depois durante o tempo que a mãe decidir, desde que se sinta confortável.
Na minha primeira filha, queria ter amamentado por, no mínimo dois anos. Queria mesmo, amava amamentar! Além de ser super prático em dias de passeio e viagem, era uma delícia ver ela mamando com tanto gosto! Mas paramos com 1 ano e 3 meses. Paramos por conta de uma nova gestação. Mas não só por eu estar grávida (o que não determina que se deva parar de amamentar), mas porque foi uma gestação de risco com ameaça de aborto no final do terceiro mês.
A amamentação produz contrações uterinas o que, na minha situação, poderia colocar em risco minha gestação.
Agora, com a minha segunda filha, quero manter por, no mínimo, 2 anos.

E a amamentação prolongada?

É aquela que dura mais de 2 anos. É extremamente benéfica para a criança e não tem limite de idade. Conheço mães que mantiveram ate a criança completar 5 anos!!!! Que delicia!!!!

Existe mais de um tipo de leite?

Na verdade existe!

- O colostro, conforme já dito, é produzido desde a gestação e durante os primeiros dias pós parto. É rico em anticorpos, vitaminas e proteínas, é a primeira "vacina" do bebê. Depois dos primeiros dias, o colostro para de ser produzido e começa então a produção efetiva do leite, onde temos as três fases do leite produzidas enquanto estivermos amamentando:

- Leite anterior: rico em água e lactose (açúcar do leite), é o leite produzido no início de cada mamada, assim que o bebê inicia a sucção. Por ser rico em água e ter pouca proteína, esse leite não mata a fome do bebê, mas a sede.

-  Leite intermediário: é o leite que marca a transição entre o leite anterior do posterior, é rico em caseína, proteína do leite.

- Leite posterior: rico em gordura e proteínas, vem no final de cada mamada. É o responsável pela saciedade e é essencial para o ganho de peso do bebê. Deve ser consumido afim de evitar dificuldades no desenvolvimento e problemas de saúde.


Por termos essas três fases, é importante que o bebê mame até esvaziar o seio, assim ele consome desde o leite anterior até o posterior, saciando sede e fome.
Para tanto, deixe o bebê mamar bem antes de trocar de seio. Caso veja que a saciedade venha antes de trocar de seio, dê apenas um e, na próxima mamada, ofereça o outro seio.
Isso é extremamente importante para que a produção de leite nos dois seios seja mantida igualmente.
Acho que meu leite é fraco, preciso complementar?
NÃO! NAAAAAAAAAAO!

Vamos combinar uma coisa: NÃO EXISTE LEITE FRACO!

Combinadas?

Pode a tia, a vó, a vizinha, a mãe, irmã, papagaio, periquito, Jaboti, ou qualquer outro ser tentar colocar isso na sua cabeça, mas não é verdade! Como já disse em outra ocasião, alguém, em algum momento inventou o leite artificial, ou seja, a fórmula. A partir daí tinham que vender e, para isso, criou-se uma porção de teorias. Ora! Não estou desdenhando dos leites industrializados, eles salvam muitas crianças que não puderam ser amamentadas. Mas daí a fazer dele um real substituto do leite materno, pra mim já é demais.
O que existe é falta de orientação para que as mamadas sejam feitas corretamente de forma a fornecer todos os nutrientes necessários para que seu bebê vire aquela coisinha fofa cheia de dobrinhas (rsrsrsrs). Então, esvazie o peito, mulher!

O que eu como influencia na qualidade do leite?
O que você come tem influência direta na qualidade do leite produzido.
Ter uma alimentação balanceada é fundamental para a boa qualidade do leite.
Evitar alimentos derivados do leite diminuiu os gases nas minhas bebês, o que, por consequência, diminuiu as cólicas. Alimentos ricos em fibras, ricos em vitaminas, ajudam na qualidade do leite.

Mas e a quantidade de leite?

Nada conhecido aumenta a quantidade do leite, muito menos beber leite!
O que aumenta a quantidade é a demanda do bebê. Quanto mais mama, mais leite é produzido.
Por isso é importante alternar o seio oferecido ao bebê em cada mamada.
Além disso, é importante estar descansada. É durante o sono à noite, a maior produção de prolactina, hormônio responsável pela produção de leite
Apesar disso, é importante lembrar que o leite é produzido, em sua maioria, no momento da mamada. É demanda, não estoque!
Mesmo quando estamos com o peito cheio, a maior parte é produzida durante a mamada.

Qual a melhor bomba de leite?

Bom, isso vai variar de pessoa pra pessoa. Eu tentei dois modelos manuais até chegar em um modelo elétrico que não me machucasse.
Mas na verdade, a bomba nem é tão necessária assim, a não ser que você realmente vá ordenhar uma quantidade suficiente de leite para seu bebê.
Tem mulheres que preferem ordenhar com a mão, conseguem até mais leite com a ordenha manual do que com qualquer bomba. No meu caso eu preferia a bomba mas a minha primeira filha não pegou meu leite fora do peito. Nem quando era recém tirado. Então eu acabei gastando dinheiro à toa.

Exitem contra indicações para amamentar?

Sim! Somente em casos excepcionais, tais como:

- crianças com galactosemia clássica (deficiência de galactose 1-fosfato uridiltransferase);
- crianças com fenilcetonúria e leucinose (doença do xarope de bordo);
- mães portadoras de tuberculose ativa não tratada;
- mães soropositivas para vírus HIV;
- mães que estão recebendo isótopos radioativos terapêuticos ou diagnósticos ou que foram expostas a materiais radioativos (desde que haja radioatividade no leite);
- mães que estão recebendo agentes quimioterápicos ou antimetabólitos ou uma pequena quantidade de outras medicações, até que elas não sejam mais excretadas no leite;
- mães usuárias ativas de drogas;
- mães portadoras de lesões de herpes simples em um seio (a criança pode se alimentar do outro seio, caso haja cura da lesão);
- mães com quadros psicóticos e depressivos que impedem o contato seguro com o RN.

Então, podemos ver que são raros os casos em que não é recomendado o aleitamento materno.
Se você se sente feliz amamentando, não importa a idade de seu bebê, amamente sem medo
seja forte!

 Um ótimo mamaço!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Parto Normal X Parto Cesárea

Hoje venho falar sobre um assunto que vem me incomodado bastante: a atual guerra sobre os diferentes tipos de parto.
Sei que prometi falar sobre amamentação mas, diante do puerpério (minha filha acabou de nascer) e de tantas coisas que tenho lido, resolvi publicar esse antes.

De um lado, as defensoras de um parto mais próximo do natural, de outro, pessoas que fazem a cirurgia cesariana para trazerem as crianças ao mundo e, no meio, mães. Mães indecisas, confusas, ansiosas, muitas vezes apavoradas com tanta informação bombardeada por todos os lados.

Mas afinal, o que é melhor?
Essa pergunta tem muitas respostas.

Claro que o que é natural é sempre a primeira opção a ser levada em consideração, uma vez que a evolução nos proporcionou a anatomia perfeita para a continuidade da espécie. Todo animal tem parto natural e aguarda o tempo exato no qual o bebê gerado está pronto para vir ao mundo. Mas, graças à evolução, também pudemos encontrar soluções para situações mais complicadas que poderiam arriscar a vida da mãe ou do bebê, caso não fosse tomada a decisão correta de uma intervenção cirúrgica, quando necessário.

A partir daí, houve, de fato, uma banalização do parto. Algo que deveria ser feito apenas com indicação médica, acabou mudando as prioridades. O que antes era natural: aguardar o tempo do bebê, virou inconveniência. O que tinha como protagonista a mulher, agora tem o obstetra.
Mas vamos falar a verdade: cesarianas salvam muitas vidas em todo mundo. Principalmente quando feita de forma criteriosa e com a indicação correta.
Aqui no Brasil, infelizmente temos presenciado obstetras agendando cirurgias desnecessariamente de acordo com a disponibilidade de suas agendas, desrespeitando o amadurecimento do bebê, amedrontando mães e arriscando vidas desnecessariamente.
Há, de fato, casos em que a cesariana é realmente a melhor opção, mas são exceção.
Ainda há uma terceira opção a ser respeitada, que é, de fato, a mais importante de todas: a opção da mãe!
Somos nós que vamos passar pelas dores, sejam elas do parto ou do pós-parto. Somos nós que vamos lidar com nossas cabeças, nossas dificuldades e medos, nós somos as mães! Somos, juntamente com nossos bebês, os verdadeiros protagonistas do nascimento dessa nova vida.
Poetização à parte, nós que devemos decidir as nossas vidas.
Tenho visto uma verdadeira guerra onde o respeito à mãe tem sido deixado de lado. Tanto pelo obstetra e sua equipe quanto por outras mães e ativistas.

Vamos definir um ponto de partida:

RESPEITO.

Respeito à mulher e suas decisões:
se quer um parto natural, sem intervenções, apenas contando com sua capacidade de parir, que assim seja feito. Que nenhuma episiotomia seja feita, que não lhe seja aplicado nenhum hormônio para indução do parto, que não haja desculpas mentirosas para uma intervenção de emergência (seja ela qual for), que lhe sejam proporcionadas condições de conforto para parir da forma que for mais confortável para ambos, mãe e filho.
Se a mulher quer ter um parto normal, com anestesia, que assim seja.
Se a mulher quer uma cesariana, que outras mães não lhe venham apedrejá-la por ter escolhido assim. Uma mulher que passa por cirurgia cesariana não deve ser considerada "menos mãe" do que aquela que pariu em casa, com doula e parteira.

Estou dizendo isso com propriedade.

Hoje mesmo li em um grupo no facebook que "cesariana é para emergência ou para cagonas". Oi????????
Se você acha ter 7 camadas do seu corpo cortadas e costuradas com, pelo menos, quinze dias de pós parto nada fáceis, coisa para mulher cagona, amiga, não sei o que é ser corajosa.
Ali naquele comentário só vi uma mulher atacando outra, sem defender ideal algum.
E é esse o propósito de uma ativista pró humanização?

Eu mesma passei há menos de uma semana pela minha segunda cesariana. A primeira, de emergência e, a segunda eletiva, com dia e hora marcadas.
E por que eletiva?
Porque minha obstetra me deu essa opção.
Tive uma gestação difícil, cheia de problemas: ameaça de aborto no final do terceiro mês, um descolamento ovular com recuperação demorada, que resultou numa gestação inteira de repouso e um hematoma que só foi removido durante o parto, baixo crescimento da bebê e, no final, meu corpo não aguentava mais, muito menos a minha mente.
Minha filha nasceu linda, pequena e saudável, com quase 39 semanas e está ganhando peso a cada dia, enquanto eu me recupero.

E sabe porque eu estou tranquila com a minha decisão?
Porque eu sou mãe. Mãe por completo. Mãe que ama amamentar. Que não está nem aí para aquelas pessoas que me olham torto na rua porque estou amamentando uma criança em lugar  público sem paninho.
Sou mãe que trabalha, mãe que brinca, mãe que surta.
Sou mãe que luta pela cria mais do que muita mãe que teve seus filhos de forma natural mas hoje, opta pela sua conveniência, deixando o mais importante de lado, que é, na minha humilde opinião, criar com carinho, com amor, respeito e educação.

Então, se você está grávida, informe-se sobre as suas opções e desejos. Respeite-se e não tenha medo de trocar de médico caso esse não respeite a sua vontade.
Respeite-se e não tenha medo de suas decisões.

Se você já pariu, respeite e apoie, informe e ajude, sem apedrejar qualquer decisão.

Somos mulheres em busca dos nossos direitos e não cabe a ninguém julgar. Não somos iguais e não passamos pelas mesmas situações.

Respeite, respeite-se e seja respeitada!

terça-feira, 23 de junho de 2015

O que nunca falam sobre a maternidade?

Sabe, quando estamos na escola, temos todas as ferramentas para termos um bom desempenho... Livros, professores, amigos que nos ajudam, nosso cérebro e,  em muitos casos, a força de vontade...
Somando tudo isso, praticamente temos a fórmula do sucesso para boas notas, passar de ano e tudo mais...
Aí os anos passam e, com eles, chegamos à vida adulta!
Já não temos todo aquele preparatório mas, no final, conseguimos nos virar.
Aí vem a maternidade/paternidade.
Tudo aquilo que lemos, o que nossas mães/avós/tias/amigas e todos eles do gênero masculino nos ensinam valem apenas para nos mostrar que não existe fórmula mágica quando se trata de ser mãe/pai.
Nada, absolutamente nada e nem ninguém consegue nos preparar para a vida que nos espera após nos tornarmos pais.

Uma coisa você pode ter certeza: será o maior desafio da sua vida e vai lhe proporcionar o maior amor do mundo!

Mas nem por isso, vou aliviar dizendo que será fácil, porque na real, não será.

Acho que o primeiro desafio é o parto. Nem sempre parimos do modo que sonhamos e isso pode assustar e frustrar bastante...
Depois tem o baby blues, que falei no post anterior, no qual travamos uma batalha árdua contra nossos hormônios e isso, para algumas mulheres e principalmente para seus companheiros é algo muito, mas muito difícil mesmo de lidar.
Temos a amamentação (falarei no próximo post mais um pouco sobre esse assunto) que pode ser tão prazeroso como doloroso, quando a criança tem dificuldade com a pega correta, por exemplo.
Após o período de adaptação inicial, temos o período com a nossa adaptação à vida de mães e pais. Não simplesmente por ser responsável pela coisinha mais linda de nossas vidas, mas porque, em muitos casos, percebemos quão egoístas éramos ou ainda somos, quando temos que abrir mão de muitas coisas que parecem banais, mas que fazem muita falta no dia a dia.
Depois que nos adaptamos, ainda temos os picos de crescimento e crises de desenvolvimento da criança, introdução alimentar e a fase das birras (falaremos logo logo sobre esses temas mais profundamente).

Mas vamos dar atenção às coisas que mudam quando somos pais:
Aprendemos a dar valor aos momentos mais inusitados de solidão, tipo ir ao banheiro rsrsrsrs
Tomar banho é uma tarefa feita à jato! Banho de gato é fichinha perto do banho de mãe! Ainda mais mãe que amamenta em livre demanda!
Manicure? Pedicure? Cabeleireiro? Depilação??? LUXOOOOOOOOOO - eu demorei cerca de quatro meses para conseguir ir, e mesmo assim foi sob ameaça de entrar em surto psicótico (falsa ameaça, confesso), mas eu ia voltar a trabalhar gente! O que eu poderia fazer? Tinha que ficar ao menos apresentável né?
Sabe ir ao supermercado sozinha? Nunca foi tão legal!!! Eu via as prateleiras com tanto interesse quanto olho o mar, e eu realmente amo olhar pro mar rsrsrs Mas tinha tanto tempo que eu não ficava sozinha que vou confessar que quase entrei em êxtase!
A verdade é que nós abrimos mão de muitas coisas para realizarmos o sonho de ser pais. Alguns mais, outros menos, mas sempre será uma entrega, afinal de contas, aquela criança depende apenas de nós.
Depois que eu me tornei mãe, nunca mais usei a famosa frase "ai se fosse meu filho..." Uma teoria que eu e meu marido temos é que se está muito cômodo para nós, é porque não é a melhor escolha.

Mas isso seria uma visão pessimista????

Não vejo assim.
A maternidade, apesar de abrirmos mão de coisas importantes, é um amadurecimento sem precedentes.

Quando decidi por não dar chupetas para a meus filhos, independente de quantos eu tiver, eu abri mão de alguns "privilégios" afinal de contas, a chupeta em muitas vezes faz o papel de "cala a boca" no neném e isso, pra mim é algo inimaginável. Minha primeira filha, alguns dias, ficava pendurada em mim o dia todo, principalmente nos períodos de crises de desenvolvimento e isso é realmente cansativo. Mas sinceramente, nada mais delicioso do que saber que naquele momento, você está fazendo toda a diferença na vida do seu bebê. Não vou entrarem méritos sobre o uso ou não de chupetas, isso será tema futuro mas, ter paciência é algo indispensável ao nos tornarmos pais.

Não, você não precisa ser o Dalai Lama, você pode sim perder a cabeça, chorar, se trancar no banheiro pra descansar a mente num banho mais longo (quando há alguém em casa pra olhar a cria né???) Mas uma coisa se aprende... ter paciência. Principalmente se você quer uma criação com apego, sem violência (espero que todas queiram né?).
Mas haverá momentos que a criança vai fazer birra, vai se jogar no chão vai te bater (mesmo você nunca tendo levantado a mão pra ela e não fazer ideia de onde ela aprendeu isso) acredite, faz parte do crescimento e desenvolvimento. E isso pode ocorrer no shopping, na praia, na sua sala, na hora do banho... enfim, em qualquer lugar...
E não há o que fazer... afinal uma criança de menos de dois anos, por exemplo, não tem discernimento do certo e do errado. Tudo o que faz é para saber a reação. Acha graça quando dizemos não. É fato!  A minha filha abre o sorrisão e dá gargalhadas quando nós dizemos em coro "NÃO, SÚRYA!"

Você vai sim ficar cansada, vai chorar por não ter tempo de fazer várias coisas, vai sentir um alívio quando alguém se oferecer para ficar um pouco com as crias e isso não significa que você é, como dizem, "menas main".
Alguns dias você vai querer ligar a TV no Patati e Patatá pra criança ficar quieta por alguns instantes, nem que seja cinco minutos.
O mais bacana da maternidade é que você é responsável por criar aquela pessoa que você sempre idealizou. Seja ela como for. Então seguir o que você sente, mais do que o que aquela vizinha ou sua mãe acha, é fundamental para que você não se sinta uma péssima mãe (ok, confesso que de vez em quando isso passa pela cabeça...)

Então, se você aceitou o desafio de ser responsável por um ser, acredite: você não é super herói para dar conta de tudo, o tempo todo!
Pedir ajuda não é vergonha, surtar não é errado e muito menos querer ficar sozinha.

Será sim, uma conquista sem preço a cada dia, mas lembre-se, somos mulheres que trabalham, que correm atrás e que, além de tudo o que fazemos, somos mães. Mas acima de tudo, somos humanas!
Não se cobre tanto, e não ache que tudo será perfeito.
Fique tranquila e seja feliz!!!!


terça-feira, 2 de junho de 2015

E depois do parto???? - 1ª parte - Baby Blues

Você está toda radiante, ansiosamente aguardando a chegada do seu bebê e quando menos espera está com sua criança no colo...
Aí, em poucos dias você se vê triste...
Para tudo! Como assim, triste????
É, isso mesmo, triste!

Parece até ingratidão com o mundo que, após tanto tempo sonhando com o momento de ter seu filho nos braços, conhecer a carinha dele, você ainda tenha motivos para chorar...
Mas acredite! Não é ingratidão!

Nunca, na sua vida você vai sentir tanto a influência dos hormônios na sua vida. Nem mesmo na gestação toda você vai sentir essa loucura!

Então vamos falar do baby blues!

Essa expressão em inglês nada mais é do que uma melancolia pós-parto. Não estamos falando de depressão pós-parto, ok? É melancolia... uma tristeza, um sentimento inexplicável...
(fonte:Blog Tudo de Nós 2)
Não vamos entrar em discussão sobre diferença entre depressão pós-parto e a melancolia pós-parto, vamos deixar isso para especialistas. Mas quando se tem experiência em algo, é sempre bom ajudar outras pessoas, então vamos ao relato e também aos fatos.

Lembro-me que, pouco antes da minha primeira filha nascer, uma amiga havia me alertado sobre uma melancolia que poderia sentir depois que ela nascesse, que eu poderia me sentir triste mas, se não fosse nada muito grave, não deveria me preocupar tanto, que era normal...
Pois bem, guardei aquele breve bate-papo na memória caso precisasse dessa orientação futuramente.

Quando a minha filha nasceu, foi a realização de um sonho há muito desejado.
"Eu sou mãe!!!!", pensei.
Durante o tempo em que estive na maternidade, ficava emocionada cada vez que ela mamava, resmungava, sorria involuntariamente... era um encanto...
Depois de dois dias, estava eu saindo com ela nos braços e pronta para encarar os desafios que viriam...

Quero dizer, eu ACHAVA que estaria pronta.

A verdade é que nenhum livro e nem ninguém pode te preparar 100% para ser mãe ou pai antes disso acontecer e, a cada dia, o desafio é diferente.
Então, em casa começou o meu maior desafio: Ser Mãe!
Era tudo novo, tinha medo de pegar a minha pequena de forma errada e tudo mais que a gente possa imaginar de medos, mas nada daquilo chegou perto do que eu comecei a sentir naquele dia...

Eu simplesmente comecei a chorar...

Chorava sozinha, para que ninguém visse, tinha vergonha de estar chorando e me sentir triste naquele momento que deveria ser tão sublime.
Até que não consegui disfarçar mais e chorava em qualquer lugar, a qualquer momento...

Não sentia rejeição pela minha pequena, não pensava em fazer mal... mas me sentia profundamente triste.... foi quando lembrei do alerta da minha amiga.... respirei fundo e fui conversar com meu marido e com a minha mãe...

Pense bem: estávamos, até poucos dias atrás, radiantes de alegria e ansiedade e agora, estamos cheias de medo, com o bebê nos braços.... o que mudou????

HORMÔNIOS!!!

Aqueles safadinhos que nos deixam de mau humor uma vez por mês....
Quando parimos, nossos hormônios acumulados durante a gestação começam uma queda livre. Mas daquelas que, quando subimos no avião, a única maneira de sair dali é saltando com o paraquedas...
Mas no caso, ele não abre...
Nunca na minha vida eu havia sentido tanto a fragilidade causada pela alteração hormonal. Nem durante a gestação toda, nem na pior TPM eu imaginei que os hormônios realmente pudessem nos afetar tanto.
Mas afeta... e muito mais do que a gente possa estar preparada para enfrentar...

No final da primeira semana em casa, meu marido criou coragem de me perguntar se eu estava bem, o que eu estava sentindo...
Foi exatamente nesse momento em que eu mais chorei sem motivo na minha vida toda!
Não havia motivo para me sentir daquela forma, mas a única coisa que eu conseguia fazer era chorar...
Chorava comendo, amamentando, tomando banho, fazendo xixi... Enfim, eu só era lágrimas.

Ele ficou assustadíssimo e chegou a cogitar que eu pudesse estar em depressão pós-parto, mas não chegou a falar diretamente a mim.

No momento em que eu vi que ele estava disposto a ouvir, foi o momento do desabafo. Contei que eu simplesmente não tinha a menor ideia do porquê eu estava daquele jeito. Não entendia também. A única coisa que eu sabia é que eu era a pessoa mais feliz do mundo mas não estava conseguindo controlar aquela tristeza. Era uma sensação muito louca! Eu estava extremamente feliz, mas ao mesmo tempo, sentia tristeza o tempo todo.
Marido, viciado em Google, saiu pesquisando e descobriu essa expressão: Baby Blues ou Blues Puerperal... que é essa melancolia no período pós parto.

Diferentemente da depressão, esse não é um diagnóstico preocupante e, pelo contrário, é extremamente comum. É uma condição física que chega a acontecer com 60 a 80% das mulheres e pode vir acompanhado de insônia, ansiedade e exaustão. No meu caso, foi a exaustão que sentia mais.
A boa notícia é que, na maioria dos casos (como foi o meu), essa tristeza vai embora em algumas semanas, sem necessidade de tratamento.

Durante esse período é extremamente importante se observar e também, se possível, contar com o apoio das pessoas que estiverem próximas a você.

Não seja tão exigente consigo mesma! Além dos hormônios, você está vivenciando algo novo (mesmo que não seja seu primeiro filho), sua rotina muda, você amamenta e, acaba perdendo um pouco daquela liberdade que você tinha de fazer tudo o que queria e quando queria, afinal, você agora tem um serzinho que depende muito de você!

O medo, a ansiedade e também a insegurança são sentimentos comuns quando se vê em uma situação nova. Além disso, você agora é mãe pra sempre!!!

Não tenha vergonha de sentir... o que quer que esteja sentindo,,, Não é frescura, não é bobagem!

Meu conselho é para que você converse com alguém. Seja mãe, companheiro, companheira, amiga, irmã... qualquer pessoa que possa te ajudar...
Se for o caso, converse com seu obstetra. Médicos são mais capacitados a orientar caso esse estado seja mais sério ou dure por mais tempo.

Se existe algo que você vai aprender, depois de ser mãe, é correr atrás das coisas e tentar resolver.
Então não sinta vergonha de pedir ajuda.

E a ajuda que eu digo é, inclusive com o bebê.

Tive a sorte de contar com a minha mãe no primeiro mês, então, quando meu marido não estava me ajudando, quem segurava as pontas era ela!
Cuidava da casa e da minha filha enquanto eu fazia meu momento.... tomar banho, dormir, ver um pouco de TV... e isso foi essencial. Em determinados momentos do dia (e da noite) minha mãe só me chamava quando era pra amamentar. Durante a minha recuperação da cesariana, ela levava a minha filha até minha cama, para que eu não precisasse me levantar o tempo todo.
Então eu digo: apoio da família é fundamental, principalmente no primeiro mês, onde ainda estamos atrapalhadas com a nova rotina,

Mas voltando ao tema, meu conselho é: CONVERSE! Fale com amigas que tenham filhos, tire dúvidas e, acima de tudo, respire fundo, isso vai passar!

Caso alguém, inclusive você, desconfie não se tratar de melancolia e sim de algo mais sério, procure ou peça ajuda, inclusive profissional. O estado de depressão pós-parto pode levar a mãe a se colocar em situações de risco tanto para ela quanto para o bebê.

Espero ter ajudado!

Um grande beijo!

domingo, 24 de maio de 2015

Vamos falar sobre introdução alimentar???

Como o objetivo é experiências, vamos falar sobre a minha vivência nesse assunto com a minha primeira filha, Su...
Aqui em casa sempre seguimos a nossa intuição, tanto minha, quanto do pai e parece estar funcionando...
Não há fórmula certa para criar um filho e, por isso acho muito importante observar cada criança. Cada ser é diferente de outro e, acredito que mesmo gêmeos não devem ser criados de maneira a obedecer um manual de instruções...
Aqui optamos por duas linhas de introdução alimentar, a clássica, das papinhas em conjunto com a BLW...

BLW?????!!!!Que bicho é esse? Você já ouviu falar dessas três letrinhas???

Juntas, elas estão transformando o modo como os bebês fazem a introdução alimentar e o desmame, de forma natural e, cá entre nós, deliciosamente linda!!!

Mas afinal, o que significa essa sigla???

BLW vem do inglês, Baby Led Weaning que, traduzindo fica algo como Desmame Liderado pelo Bebê. Então, nada mais é do que estimular o bebê a comer, de forma a fazer com que ele tenha maior vontade de comer sólidos do que o leite e, assim, de forma natural, começa o seu desmame, lentamente, sem traumas, sem neuras, sem prejuízos tanto para a mãe, quanto para o bebê
É uma forma de a criança aprender a mastigar e engolir alimentos sólidos por si só, o que proporciona maior desenvolvimento no ato de comer...Para estimular o bebê a comer sozinho, você não pode ter medo de sujeira... porque, mesmo com a papinha sendo dada por você, vai ter sujeira e ponto final!
Mas por que escolher os dois? Ora, simplesmente porque nem sempre consegue-se todos os nutrientes necessários para o bebê em pedaços de comida... E, fazendo a introdução alimentar com o BLW, VC nem sempre consegue fazer com que o bebê coma muitas variedades na mesma refeição, então, a papinha complementaria os nutrientes...

(Súrya com 9 meses, comendo mexerica - Arquivo pessoal)
Desde o início da introdução alimentar da Su, damos a ela pedacinhos de frutas, carnes e pão, além do arroz, feijão... Claro que gradualmente, sempre observando e, confesso que achei relativamente fácil, perto do que esperava enfrentar.
Nunca tive problema com engasgos nessa fase, somente depois que ela estava habituada a comer que se apressava e se atrapalhava um pouco.


A papinha (de legumes, carnes, verduras, arroz, feijão, de tudo um pouco) sempre era a refeição principal... Durante o dia, testamos as frutas, legumes cozidos, pedaços de pão e de carne (vermelha, branca, qualquer carne exceto de porco e embutidos - presunto, mortadela, linguiça - que, por bom senso, acredito que não devam ser oferecidas a bebês e crianças pequenas), em tamanho que ela pudesse segurar com as mãos. Pedaços muito pequenos não possibilitam que a criança segure durante a mastigação, o que pode ser um problema caso ela seja apressada para comer rsrsrs
]
(Su comendo papinha com arroz, feijão e brócolis - Arquivo Pessoal)
Aqui a Su puxou a mim em certos gostos: nunca gostou de banana amassada, nem maçã raspada, por exemplo, então essas papinhas nem duraram muito na experimentação. Eu dou mesmo um pedaço de banana suficientemente grande para que ela segure e coma, assim como nós, que seguramos a banana inteira e vamos comendo... Agora que ela está bem habituada com o mastigar, dou pedaços de maça estilo "finger food" que seria algo do tamanho de uma pipoca que, diga-se de passagem, ela adora! Dou uma fatia de melancia do tamanho que ela aguente segurar e ela manda ver! Bolos, pães, bolachas... Tudo veio no seu tempo... Deixei produtos com açúcar - bolos, biscoitos - para depois de 1 ano de idade (novamente o bom senso falando aqui).

(Nas fotos: Su comendo uma banana inteira e uma laranja - arquivo pessoal)


Não sou neurótica mas se tem uma coisa que eu sei que faz mal é excesso de açúcar, então não ofereça nada para minha filha comer sem antes perguntar pra mim, OK?????

Então, voltando à IA (introdução alimentar), fomos observando a evolução no mastigar. A Su só começou a ter dentes aos 8 meses e, mesmo com a gengiva ela já era capaz de morder. Então a gente começou com comidas molinhas e, após o início da dentição, já fomos mudando a consistência dos alimentos oferecidos no BLW.

Lembro que, por volta de 1 ano de idade, ela teve um episódio de prisão de ventre e, para ajudar demos ameixa seca... Ela simplesmente amou! Pegava a ameixa e ficava ali, mastigando e se deliciando com aquela frutinha...Hoje ela come de tudo, prova de tudo e, quando não gosta de um sabor, insistimos algumas vezes durante um tempo e, se não adiantar, não insistimos. Depois de umas semanas tentamos novamente e assim até ver se ela come mesmo ou não, afinal, gosto é gosto né? Nem a gente gosta de tudo...

Lembre-se que o momento da alimentação deve ser observado. Mesmo a técnica já desenvolvida pode causar um engasgo. Nesse momento, nada de pânico! Mantenha a calma e, caso seja um pequeno engasgo, faça a criança olhar pra cima... Estale os dedos acima da cabeça dela, chame a atenção para que ela possa abrir um pouco mais as vias aéreas... Aqui, isso sempre funcionou, até mesmo com outras crianças.
Caso você observe um engasgo mais grave, peça ajuda a alguém habilitado ou até mesmo ligue para os bombeiros...

Existe uma técnica chamada Manobra de Heimlich, que você pode procurar aprender para casos como esse, não só com crianças, mas com qualquer pessoa de qualquer tamanho afinal, quem nunca engasgou na vida?




Mas o mais importante é manter a calma. Se você se apavorar, a criança pode se assustar e agravar um engasgo que às vezes era só uma tosse...

Então, a dica é observe seu filho, acompanhe e estimule sua evolução, não tenha medo de experimentar técnicas para que ele possa aprender a ser independente lá no futuro, afinal, é isso que queremos não é? Seu filho é muito mais capaz do que você imagina...

Observe, aprenda, pergunte, evolua junto com ele!

E boa sorte!

Até a próxima!




sábado, 9 de maio de 2015

Translate