domingo, 24 de maio de 2015

Vamos falar sobre introdução alimentar???

Como o objetivo é experiências, vamos falar sobre a minha vivência nesse assunto com a minha primeira filha, Su...
Aqui em casa sempre seguimos a nossa intuição, tanto minha, quanto do pai e parece estar funcionando...
Não há fórmula certa para criar um filho e, por isso acho muito importante observar cada criança. Cada ser é diferente de outro e, acredito que mesmo gêmeos não devem ser criados de maneira a obedecer um manual de instruções...
Aqui optamos por duas linhas de introdução alimentar, a clássica, das papinhas em conjunto com a BLW...

BLW?????!!!!Que bicho é esse? Você já ouviu falar dessas três letrinhas???

Juntas, elas estão transformando o modo como os bebês fazem a introdução alimentar e o desmame, de forma natural e, cá entre nós, deliciosamente linda!!!

Mas afinal, o que significa essa sigla???

BLW vem do inglês, Baby Led Weaning que, traduzindo fica algo como Desmame Liderado pelo Bebê. Então, nada mais é do que estimular o bebê a comer, de forma a fazer com que ele tenha maior vontade de comer sólidos do que o leite e, assim, de forma natural, começa o seu desmame, lentamente, sem traumas, sem neuras, sem prejuízos tanto para a mãe, quanto para o bebê
É uma forma de a criança aprender a mastigar e engolir alimentos sólidos por si só, o que proporciona maior desenvolvimento no ato de comer...Para estimular o bebê a comer sozinho, você não pode ter medo de sujeira... porque, mesmo com a papinha sendo dada por você, vai ter sujeira e ponto final!
Mas por que escolher os dois? Ora, simplesmente porque nem sempre consegue-se todos os nutrientes necessários para o bebê em pedaços de comida... E, fazendo a introdução alimentar com o BLW, VC nem sempre consegue fazer com que o bebê coma muitas variedades na mesma refeição, então, a papinha complementaria os nutrientes...

(Súrya com 9 meses, comendo mexerica - Arquivo pessoal)
Desde o início da introdução alimentar da Su, damos a ela pedacinhos de frutas, carnes e pão, além do arroz, feijão... Claro que gradualmente, sempre observando e, confesso que achei relativamente fácil, perto do que esperava enfrentar.
Nunca tive problema com engasgos nessa fase, somente depois que ela estava habituada a comer que se apressava e se atrapalhava um pouco.


A papinha (de legumes, carnes, verduras, arroz, feijão, de tudo um pouco) sempre era a refeição principal... Durante o dia, testamos as frutas, legumes cozidos, pedaços de pão e de carne (vermelha, branca, qualquer carne exceto de porco e embutidos - presunto, mortadela, linguiça - que, por bom senso, acredito que não devam ser oferecidas a bebês e crianças pequenas), em tamanho que ela pudesse segurar com as mãos. Pedaços muito pequenos não possibilitam que a criança segure durante a mastigação, o que pode ser um problema caso ela seja apressada para comer rsrsrs
]
(Su comendo papinha com arroz, feijão e brócolis - Arquivo Pessoal)
Aqui a Su puxou a mim em certos gostos: nunca gostou de banana amassada, nem maçã raspada, por exemplo, então essas papinhas nem duraram muito na experimentação. Eu dou mesmo um pedaço de banana suficientemente grande para que ela segure e coma, assim como nós, que seguramos a banana inteira e vamos comendo... Agora que ela está bem habituada com o mastigar, dou pedaços de maça estilo "finger food" que seria algo do tamanho de uma pipoca que, diga-se de passagem, ela adora! Dou uma fatia de melancia do tamanho que ela aguente segurar e ela manda ver! Bolos, pães, bolachas... Tudo veio no seu tempo... Deixei produtos com açúcar - bolos, biscoitos - para depois de 1 ano de idade (novamente o bom senso falando aqui).

(Nas fotos: Su comendo uma banana inteira e uma laranja - arquivo pessoal)


Não sou neurótica mas se tem uma coisa que eu sei que faz mal é excesso de açúcar, então não ofereça nada para minha filha comer sem antes perguntar pra mim, OK?????

Então, voltando à IA (introdução alimentar), fomos observando a evolução no mastigar. A Su só começou a ter dentes aos 8 meses e, mesmo com a gengiva ela já era capaz de morder. Então a gente começou com comidas molinhas e, após o início da dentição, já fomos mudando a consistência dos alimentos oferecidos no BLW.

Lembro que, por volta de 1 ano de idade, ela teve um episódio de prisão de ventre e, para ajudar demos ameixa seca... Ela simplesmente amou! Pegava a ameixa e ficava ali, mastigando e se deliciando com aquela frutinha...Hoje ela come de tudo, prova de tudo e, quando não gosta de um sabor, insistimos algumas vezes durante um tempo e, se não adiantar, não insistimos. Depois de umas semanas tentamos novamente e assim até ver se ela come mesmo ou não, afinal, gosto é gosto né? Nem a gente gosta de tudo...

Lembre-se que o momento da alimentação deve ser observado. Mesmo a técnica já desenvolvida pode causar um engasgo. Nesse momento, nada de pânico! Mantenha a calma e, caso seja um pequeno engasgo, faça a criança olhar pra cima... Estale os dedos acima da cabeça dela, chame a atenção para que ela possa abrir um pouco mais as vias aéreas... Aqui, isso sempre funcionou, até mesmo com outras crianças.
Caso você observe um engasgo mais grave, peça ajuda a alguém habilitado ou até mesmo ligue para os bombeiros...

Existe uma técnica chamada Manobra de Heimlich, que você pode procurar aprender para casos como esse, não só com crianças, mas com qualquer pessoa de qualquer tamanho afinal, quem nunca engasgou na vida?




Mas o mais importante é manter a calma. Se você se apavorar, a criança pode se assustar e agravar um engasgo que às vezes era só uma tosse...

Então, a dica é observe seu filho, acompanhe e estimule sua evolução, não tenha medo de experimentar técnicas para que ele possa aprender a ser independente lá no futuro, afinal, é isso que queremos não é? Seu filho é muito mais capaz do que você imagina...

Observe, aprenda, pergunte, evolua junto com ele!

E boa sorte!

Até a próxima!




sábado, 9 de maio de 2015

Situações inusitadas -Vídeo 2 - Maternidade

E depois da gestação, as situações ficam mais engraçadas na nossa adaptação à vida de mãe!!!



Situações inusitadas - Vídeo 1 - Gestação

Quer saber o que pode acontecer de engraçado enquanto você estiver grávida?

Veja o vídeo no nosso canal no YouTube e prepare-se para rir... porque é o que nos resta!!!





terça-feira, 5 de maio de 2015

Praticidade? Eu quero!! - Vídeo 2 - Hora do Passeio

E na hora do passeio precisamos ser ainda mais práticas!

Segue o segundo vídeo do canal no YouTube, Praticidade na hora do passeio.

Vai lá, curta o canal e divulgue o vídeo!







Estamos aguardando sugestões de temas para o blog e YouTube!

Participem!



Um abraço!

Praticidade? Eu quero!! - Video 1

Para comemorar mais de 100 curtidas na nossa página do Facebook, resolvi abrir um canal também no YouTube! O primeiro vídeo já está no ar, e o segundo já sendo editado! Ambos sobre praticidade!



Vai lá no YouTube e dá um joinha no canal!



domingo, 3 de maio de 2015

Praticidade? Eu quero!

Se existe uma coisa que a gente vira fã depois de se tornar mãe é a tal da praticidade!
Pode ter certeza de que ela será sua melhor amiga pro resto da sua vida. Desde as coisas mais ridículas, que você jamais pensou até aquelas que você se depara diariamente e tenta fazer com que se tornem mais fáceis. Acredite, você vai conseguir achar um meio de ser mais prática... o tempo todo!
Claro que isso não se resume só à você, mas a todos os que possam vir a lhe ajudar.
Mas vamos falar da tal da praticidade.
Comece imaginando que você está na sua primeira noite em casa com seu bebê, ele começa a chorar, você se levanta e percebe que está sujo. O que você faz? Vai trocar a fralda, obviamente. Então, por mais óbvio que possa parecer, você deve estar com tudo à mão:
Fraldas (sim, mais de uma, pois o bebê recém nascido quase sempre faz mais sujeira enquanto você está trocando), água morna (no início, evite usar lenços umedecidos), algodão, pomada contra assaduras e... outra troca de roupa (vai que.... cocô, lembra?)
Mas como nesse mundo vou ter tudo isso em mãos? Simples: sempre deixe um kit troca pronto (fraldas, algodão e creme contra assaduras) e uma garrafa térmica com água morna, tudo ali, pertinho de onde você vai deixar a cria. No começo você se atrapalha com o ritmo, mas você pega em uma semana, pode acreditar!
Todo esse kit vale para o pós banho também. 
Quando o bebê estiver mais velho, você pode substituir o algodão e água pelo lenço umedecido, mas peça orientação ao pediatra, pois em alguns casos, o lenço pode ser agressivo demais para a pele do bebê e, em casa, vale continuar com o algodão e água morna por um bom tempo...

Ainda simulando a situação noturna. Você está lá quase sonâmbula e tem que amamentar. No início você precisa treinar um pouco a "pega" correta, que é como o bebê vai pegar seu seio para mamar, então não dá para se aventurar muito em diferentes posições, até porque o bebê ainda está se acostumando a mamar. Então, invista numa almofada de amamentação. Sério! Ajuda muito nas mamadas (todas), primeiro porque ajuda a aliviar o peso do bebê (sim, mesmo recém nascido você precisa elevar cerca de 3kg ou mais nos braços e, depois de 15 minutos você já fica dolorida), segundo porque você pode fica mais relaxada. O peso do bebê você se acostuma aos poucos e, no final do primeiro mês você já está mais forte e nem pensa mais nisso. Além disso a almofada pode ser utilizada para "abraçar" o neném naquela cochilada da tarde e também pode ajudar no treinamento para sentar, como apoio, então, nota 10 para a almofada de amamentação.



No banho:



Confesso ser fã do "ofurô", ou balde, como preferir. Além de ser lindo ver o bebê tomar banho ali todo encolhidinho, o bebê realmente gosta e... simula o útero!!!! Lindo, perfeito, mas o início exige uma certa prática e, por conta disso, só comecei a dar banho na minha filha no balde quando ela já tinha mais de um mês. Mas, se você tiver um tempinho para treinar, há vários vídeos mostrando a técnica para dar banho já nos recém-nascidos.



Senão, a banheirinha tradicional faz bem a sua parte. Prefira aquela que já vem o suporte e o trocador, você faz tudo muito rápido e com uma mão só, mas lembre de deixar tudo à mão: sabonete, shampoo, toalha...
No sabonete, prefira o líquido com aquele bico dosador, é fácil e você usa com uma mão só.

Mas e na hora de sair para um passeio ou viagem?
Ahhhhh! aí, pode ter certeza de que as dicas a seguir vão ser indispensáveis!
Primeiro lugar: procure um sling!
Sério, qualquer modelo que ajuste melhor. Eu usei o de argolas mas, para a minha segunda filha já estou escolhendo o modelo Wrap.
O sling faz parte de uma teoria chamada exterogestação, na qual você faz com que o bebê fique, na maior parte do tempo, em locais onde possa simular o ambiente intra uterino. Além de ser prático, deixa suas mãos livres para você fazer o que precisar.
                    Sling Argola  (arquivo pessoal)                                                           Wrap Sling (kika de pano slings)

Caso opte por um carrinho, escolha um modelo "guarda-chuvas" que seja fácil de fechar e carregar, principalmente se você precisar subir escadas. Há vários modelos bacanas, desde os bem baratinhos até uns mais sofisticados, aí você pode analisar o melhor custo-benefício.
Leve no carrinho água (pra você e para o bebê, se for maior de 6 meses), um biscoito que você goste, um brinquedinho e a bolsa.

E a bolsa? AH! A bolsa é o motivo pelo qual escrevi esse post. 
Opte por mochila! Não tenho o que contestar! A mochila deixa suas mãos livres, seus ombros não precisam ficar equilibrando e cabe tudo o que você precisa: deixe o kit troca (2 fraldas, lenço umedecido e pomada contra assaduras), uma ou duas torcas de roupa, dependendo do tempo do passeio, um trocador, documentos, celular, um brinquedinho, toalhinha de boca e uma de rosto, essa última, para você limpar e secar suas mãos quando necessário enfim, tudo o que você precisa para passear com a cabeça tranquila. Uma bolsa comum, daquelas que você leva um dos ombros, fica caindo, ocupa uma das mãos e não é prática, de forma alguma!


Nos momentos tensos:
O bebê está com o nariz entupido? Use um aspirador nasal! Eu recomendo aqueles de bulbo e, particularmente da marca Lillo, que é prático e funciona. Hoje existem outros modelos que o pessoal tem recomendado, de mangueirinha que a gente suga, mas eu ainda não tive a oportunidade de utilizar, então, se alguém recomendar, só avisar a gente!

Se o bebê tomar fórmula, uma coisa que ajuda muito é deixar pronto: uma garrafa térmica e um potinho específico para colocar o leite em pó, já na medida certa! E, em caso de passeio, se você tiver uma garrafinha térmica pequena para manter a água aquecida, leve junto com a mamadeira. Hoje existe mamadeira térmica, que segura a temperatura do líquido por algumas horas, mais prático ainda!

Hora do almoço:
Minha filha gosta de experimentar as coisas sozinhas. Desde os 6 meses, damos pedaços de frutas para ela pegar e experimentar, que depois eu descobri que alguns pediatras e especialistas em educação e psicologia infantil denominaram essa técnica de BLW, do inglês Baby Led Weaning (a tradução? mais ou menos como: o desmame que o bebê lidera) que, a grosso modo, significa dar ao bebê a chance de conhecer os alimentos com a mão e colocar na boca sozinho, experimentando as texturas, temperaturas e sabores e estimulando a mastigação, mas faremos um post somente sobre esse assunto mais pra frente. Então, depois de iniciar a introdução alimentar, percebemos que ela gosta de comidas mais "molhadinhas" e, para facilitar, fazemos a base da comida, que seria um creme (de mandioquinha, de feijão, de legumes...) e guardamos para almoço e janta. Na hora de oferecer para a bebê, acrescentamos o arroz, ou macarrão, a carne... Mas isso hoje, é mais uma alternativa do que a comida em si. Hoje ela já come quase tudo o que comemos, mas quando fica gripada ou com sinusite, ela só consegue comer assim, o creme... e vamos nos adaptando.

Algumas dicas de roupas:
Sempre quando vejo uma criança cheia de acessórios fico angustiada... não sei se por não gostar até hoje de badulaques e afins, mas acho que criança tem que estar confortável. Então, 90% das roupas aqui em casa são simples, de algodão, malha até porque estão desenvolvendo a habilidade motora e, portanto, fitinhas, babados  e botões demais atrapalham muito!
Além das roupas, os sapatinhos!

Quando engravidei da minha primeira filha, ela tinha mais sapatos do que eu e o pai dela (amante de tênis esportivo) juntos! E, sinto decepcioná-las, mas quase todos só usamos para tirar foto e dizer que usou. Os pés de recém nascidos são muito molinhos e é praticamente impossível colocar um sapato sem ficar com dor na consciência. Opte por meias! Até começarem a querer ficar de pé, opte por meias! Hoje há tantos modelos lindos com estampa de sapato que fica a coisa mais fofa!
Meia sapatilha, meia com sola (indico, inclusive para quando já estiver andando, é muito prático e ocupa menos espaço), meia com antiderrapante... tudo isso facilita na hora de vestir e mantém o contato dos pés no chão. Deixe os sapatinhos para fotografias. Além de ser confortável, é uma economia e tanto pois o preço de alguns sapatos é exorbitante!

      
                                      Meia com sola (fonte: internet)                     Meia sapatilha (arquivo pessoal)

Bom, o que eu pude lembrar de facilidades está aqui. Estou preparando um vídeo que deve ir ao ar em breve, exatamente sobre esse assunto.
Como sempre, peço a opinião de vocês. Dicas, sugestões, críticas e dúvidas podem ser enviadas ao email: donagestante@gmail.com, também na nossa Página no Facebook e no nosso Instagram!
Participe, comente! Vamos fazer desse site um canal de compartilhamento de dicas para pais e mães!

Até a próxima!




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