Como não vamos falar
apenas de gestação, mas da maternidade como um todo, esse segundo post pode
ajudar a um numero maior de mulheres e foi sugerido por uma amiga que esta no
terceiro trimestre da sua primeira gestação.
Existem
várias teorias sobre como preparar o bico do seio para o período de amamentação, mas é
um pouco complicado para algumas mulheres (e eu sou um exemplo disso), fazerem algumas coisas que alguns médicos sugerem.
Preparar os mamilos para a amamentação pode ser uma tortura nessa fase onde os seios estão supersensíveis e inchados.
Há quem defenda a teoria da esponja vegetal passada suavemente no momento do banho. Já ouvi teorias sobre cremes que poderiam ajudar também.
Mas eu sou da turma que acabou desistindo de tudo e deixou ao natural depois de duas semanas tentando passar a esponja. Não que eu seja teimosa (ok, um pouco), mas achava uma tortura fazer aquilo e, por mais suave que pudesse ser, era terrível!
Pra vocês terem uma ideia do nível de sensibilidade no qual meus seios chegaram, eu sentia dor, como se estivessem beliscando o bico do seio, quando entrava em um shopping ou qualquer outro local com o ar condicionado um pouco mais forte do que o normal...
Era angustiante e, nessa segunda gestação não está diferente.
Fiquei preocupada sim, mas pensei: oras... Se fomos designadas a parir e amamentar, como pode o nosso corpo não ser capaz de se preparar sozinho para isso? Afinal são milhares de anos na evolução humana e o nosso corpo teria que ser capaz disso.
Dito e feito!
Minha filha nasceu e, confesso que tive sorte, não tive problemas com a famosa "pega" na hora de amamentar. A guria abocanhou direitinho desde a primeira vez...
Amamentação com a "pega correta"
Mas
devo confessar que, nesse momento sublime, como muitas mães relatam, pode haver
momentos de sofrimento mesmo quando a pega é correta.
Súrya, minha primeira filha, mamava direitinho e mesmo assim meus seios ficaram doloridos depois de algumas semanas. Ficaram avermelhados, e mesmo espalhando o leite antes e depois, acabei precisando de uma pequena ajuda da medicina moderna.
Utilizei concha para que pudesse me auxiliar nos momentos de excesso de leite, o que ajudou muito quando os seios enchiam de leite e ficavam com pequenos caroços... A concha fazia a drenagem desse leite.
Utilizei também um protetor de seio com glicerina que, cá entre nós, achei miraculoso... Sério mesmo, refrescava na hora...
Meu marido já se lembra disso sempre quando entramos no assunto amamentação.
Após os primeiros três meses, a vida fica bem mais fácil. O seu corpo já começa a se adaptar com a quantidade de leite que vai produzir e quando irá produzir, o bebê já está bem adaptado à amamentação correta e ainda não tem dentes (pelo menos não a maioria).
Por aqui, o maior sofrimento foi aos 8 meses, quando os primeiros dentes da minha filha começaram a querer romper... Ela queria me morder e, confesso que é difícil ensinar sobre o que não se pode fazer para um ser que está começando a entender as palavras agora...
A situação ficou um pouco mais tensa depois que os dois dentinhos da frente inferiores nasceram e os superiores estavam querendo nascer... Ali, chorei...
Apelei novamente para o absorvente com glicerina e ainda tentei colocar um bico de silicone, mas nada disso ajudou.
Surynha achava engraçado eu falar com ela quando me mordia, mas então chegou a um ponto no qual eu não conseguia amamentá-la ao menos que ela realmente estivesse com fome. Então dei um intervalo maior entre as mamadas, saí um pouco da livre demanda (vamos falar sobre isso no post sobre amamentação) e, durante o dia, para dar um tempo de recuperação para os seios, dava uma ou duas mamadeiras de leite artificial.
A essa altura, já estava trabalhando, já tínhamos completado os seis meses de amamentação exclusiva com leite materno e já havíamos iniciado a introdução alimentar.
Essa escolha me ajudou muito e consegui continuar amamentando durante a noite em livre demanda.
Amamentei até minha médica aconselhar a parar por causa da segunda gestação, o que aconteceu quando minha filha estava com um ano e dois meses.
Assim, mesmo com tropeços no meio do caminho não tão fortes como o de muitas amigas, conseguimos passar sem maiores dificuldades.
Súrya, minha primeira filha, mamava direitinho e mesmo assim meus seios ficaram doloridos depois de algumas semanas. Ficaram avermelhados, e mesmo espalhando o leite antes e depois, acabei precisando de uma pequena ajuda da medicina moderna.
Utilizei concha para que pudesse me auxiliar nos momentos de excesso de leite, o que ajudou muito quando os seios enchiam de leite e ficavam com pequenos caroços... A concha fazia a drenagem desse leite.
Utilizei também um protetor de seio com glicerina que, cá entre nós, achei miraculoso... Sério mesmo, refrescava na hora...
Meu marido já se lembra disso sempre quando entramos no assunto amamentação.
Após os primeiros três meses, a vida fica bem mais fácil. O seu corpo já começa a se adaptar com a quantidade de leite que vai produzir e quando irá produzir, o bebê já está bem adaptado à amamentação correta e ainda não tem dentes (pelo menos não a maioria).
Por aqui, o maior sofrimento foi aos 8 meses, quando os primeiros dentes da minha filha começaram a querer romper... Ela queria me morder e, confesso que é difícil ensinar sobre o que não se pode fazer para um ser que está começando a entender as palavras agora...
A situação ficou um pouco mais tensa depois que os dois dentinhos da frente inferiores nasceram e os superiores estavam querendo nascer... Ali, chorei...
Apelei novamente para o absorvente com glicerina e ainda tentei colocar um bico de silicone, mas nada disso ajudou.
Surynha achava engraçado eu falar com ela quando me mordia, mas então chegou a um ponto no qual eu não conseguia amamentá-la ao menos que ela realmente estivesse com fome. Então dei um intervalo maior entre as mamadas, saí um pouco da livre demanda (vamos falar sobre isso no post sobre amamentação) e, durante o dia, para dar um tempo de recuperação para os seios, dava uma ou duas mamadeiras de leite artificial.
A essa altura, já estava trabalhando, já tínhamos completado os seis meses de amamentação exclusiva com leite materno e já havíamos iniciado a introdução alimentar.
Essa escolha me ajudou muito e consegui continuar amamentando durante a noite em livre demanda.
Amamentei até minha médica aconselhar a parar por causa da segunda gestação, o que aconteceu quando minha filha estava com um ano e dois meses.
Assim, mesmo com tropeços no meio do caminho não tão fortes como o de muitas amigas, conseguimos passar sem maiores dificuldades.
Então aí vão algumas recomendações:
- Não há necessidade de “preparar” os seios se isso não for confortável. Alguns médicos nem cogitam essa preparação;
- Após o nascimento, peça ajuda de enfermeiras, médicas e, se necessário, recorra ao banco de leite da sua cidade, que conta com profissionais habilitados para incentivar a amamentação exclusiva para que ela seja prazerosa;
- Se necessário, existem produtos que podem ajudar (na nossa página do Facebook vamos postar os produtos testados e aprovados por nós), tais como conchas, pomadas e o milagroso protetor com silicone já mencionado;
- Lembrando que, ao utilizar conchas e absorventes de seio, a higienização e trocas constantes são indispensáveis para evitar fungos (sim, eles nos perseguem a vida toda);
- Você e só você sabe dos seus limites, se precisar de ajuda não hesite em pedir. Existem maneiras alternativas de manter a amamentação exclusiva em leite materno mesmo que você não possa, por algumas horas por dia, amamentar, seja por estar dolorida, por precisar descansar ou por trabalhar. Existem copinhos e mamadeiras-colheres que podem ser oferecidas com o seu próprio leite;
- A amamentação exclusiva em livre demanda faz bem para a mãe e melhor ainda para o bebê. Insista! Não há melhor sensação do mundo do que saber que você está fornecendo tudo o que seu bebê precisa e;
- Finalmente, aproveite o ato de amamentar. Ninguém pode fazer isso melhor do que você e será uma relação intensa e inesquecível para ambos.
Um grande beijo
Dona Gestante
Dona Gestante
